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VALOR LÍQUIDO DE UMA CONSULTA DE CONVÊNIO julho 31, 2010

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VALOR LÍQUIDO DE UMA CONSULTA DE CONVÊNIO

Atualizado para 2010

  

  ANTONIO CELSO NUNES NASSIF

  

Com este artigo, pretendemos analisar economicamente a situação dos médicos que atendem em seus consultórios particulares, pacientes dos diversos tipos de convênios e planos de saúde.

Desta forma, pela análise e resultado final do estudo, cada médico poderá fazer seu próprio julgamento da validade do sistema.

Levaremos em conta, de forma imaginária, um médico que exerça a profissão em consultório alugado, com duas salas e banheiro, em prédio de condomínio, possua todo o equipamento necessário à sua especialidade, tenha telefone, uma recepcionista, faxineira, mobiliário completo para recepção e arquivos.  Que trabalhe 4 (quatro) horas diárias, atendendo exclusivamente pacientes de convênios e/ou planos de saúde.

Neste caso, as consultas eletivas têm um limite máximo, equivalendo a R$42,00, bem abaixo do proposto pela CHBPM elaborada pelas entidades médicas nacionais. Vamos considerar uma receita resultante do atendimento em torno de 170 pacientes / mês, podendo variar para mais ou para menos em função das condições essenciais para a receita, cujos pontos principais relacionamos abaixo. 

As despesas serão calculadas dentro de limites mínimos. Com a inflação baixa nos últimos cinco anos e mantida sob controle, elas deveriam ter permanecido mais ou menos estáveis, mas, infelizmente isto não ocorreu em vários itens. Desta forma irão alterar significativamente o custo operacional.

Com base nestes dados, pretendemos estabelecer o valor líquido e atualizado, de uma consulta eletiva para convênios.

  • RECEITA:

 

Atendimento médio mensal: ………………….   170 primeiras-consultas/mês

Valor global:  170 consultas x R$42,00 = R$7.140,00        

  

Receita mensal bruta ……………………………………………R$7.140,00

  

  

  • Condições essenciais para a receita (as principais):

 

1 – Receber a totalidade dos pacientes/mês. Reconsulta no mesmo mês

       o convênio não remunera.

2 – Não ficar doente, não faltar ao trabalho, nem acontecer feriados nos 22 dias

      úteis do mês.

3 – Não chover no horário de trabalho de forma a impedir a vinda dos pacientes.

4 – Não atender emergências fora do consultório durante o expediente normal

      de consultas.

5 – Não tirar férias.

Despesas mensais  R$
 01 – Aluguel do consultório       900,00
 02 – Salário da secretária (dois salários da categoria)    1.080,00
 03 – Salário da faxineira (um salário da categoria)        522,00
        3.1- Vale alimentação       220,00
        3.2 – Insalubridade       102,00
        3.3 – Vale transporte (líquido)       168,00
 04 – Férias / FGTS / INSS /13. salário = (59,73% mês)    1.022,00
 05 – Condomínio (incluindo água).       280,00
 06 – Telefone, energia elétrica.          140,00
 07 – Material de consumo médico: gaze, algodão, álcool, etc.         90,00
 08 – Material de limpeza: cera, sabão, aspirador, etc.         70,00
 09 – INSS-Autonomo = 11% s/teto        375,81
 10 – I.P.T.U -mensal.          50,00
 11 – Depreciação dos equipamentos – 1/12 (s/ R$10.000,oo)          83,50
 12 – CRM + Ass.Médica. + Sind. Médico. + Soc.Espec. (mensal)                     95,00
 13 – Despesas de locomoção própria (média-08 litros diários)           510,00
 14 – Despesas diversas           180,00
                                                          Total das despesas mensais   R$   5.888,31
   
       
 

BALANÇO          
Receita mensal 7.140,00   SALDO:    
Despesas e custo operacional 5.881,31   R$907,48 :- 170 =  R$5,33   
                               Saldo 1.251,69
 
   
   
Receita líquida 1.251,69                           Valor líquido  unitário recebido  por  consulta
IR sobre Receita líquida – 27,5% 344,21     R$5,33  
  Saldo final 907,48
 
         
 

CONCLUSÃO: O resultado final deste estudo mostra que a situação piorou em relação aos anos anteriores. É preocupante e desalentador.  Ainda mais, se os valores das consultas eletivas pagas forem inferiores aos R$42,00, então o problema fica mais sério e os cálculos devem ser refeitos. Na verdade, o que se ganha hoje, atendendo ao sistema de convênios e planos de saúde é uma ilusão financeira, só percebida quando da declaração do imposto de renda.

Por outro lado, o sistema vigente continua representando um negócio extremamente lucrativo para as empresas contratantes. Isto porque, além de tudo que foi demonstrado, deve-se considerar que o médico credenciado (ou referenciado) não é um trabalhador comum, pois, não tem vínculo empregatício, direito a férias, 13º salário, vale transporte, assistência médica, auxilio doença, licença para quaisquer fins, aposentadoria, nem mesmo a segurança no trabalho. A qualquer momento pode ser descredenciado (ou desreferenciado) e não há como reclamar.

Raras são as operadoras que adotam a CBHPM. Assim, pode-se dizer, com tristeza, que se mantém legalizado ao longo do tempo um fato inusitado e inaceitável: aquele que contrata define os valores a serem pagos para os prestadores de serviços. Desta forma, é de se antever um futuro sombrio quanto à qualidade dos serviços prestados e a permanência no sistema dos profissionais mais qualificados.

ANTONIO CELSO NUNES NASSIF, doutor em medicina pela UFPR, foi presidente da Associação Médica Brasileira         Curitiba – Paraná 

 
   
   
    
      
     
      
        
               
    
    
                                                      
   
    
   
     
     
        
              
    
      
         
          
          
   
   
          
                
        
       
                                                           
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Empresas pagam médico top “por fora” para funcionários julho 13, 2010

Filed under: Sem categoria — lahad @ 11:34 pm
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RICARDO WESTIN
FOLHAPRESS / DE SÃO PAULO

 
Algumas grandes empresas já não oferecem a seus funcionários só o plano de
saúde tradicional. Decidiram pôr à disposição médicos e hospitais extras,
muitos de altíssimo nível.

 

Nessas listas figuram os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, os mais
conceituados de São Paulo, e medalhões como Roberto Kalil (cardiologista do
presidente Lula), David Uip (infectologista que cuida da modelo Naomi
Campbell) e Claudio Lottenberg (oftalmologista diretor do Einstein).

 

Entre as empresas que adotam esse tipo de política estão os bancos HSBC e
Santander e a operadora de telefonia móvel Vivo.

 

Todas têm contrato com grandes planos de saúde. O que as levou a ampliar as
opções de médicos e hospitais foi a constatação de que a rede credenciada
desses convênios muitas vezes não tem competência suficiente para solucionar
todos os problemas de seus funcionários.

 

“Você vai ao médico do convênio, e ele pede dez exames, sem objetivos
definidos. Aí você não gosta, vai a outro, que pede mais 20 exames. Enquanto
isso, o tempo passa, dinheiro é desperdiçado e seu problema não é
resolvido”, diz o diretor de saúde da Vivo, Michel Daud.

 

Na Vivo e no HSBC, os funcionários com doenças mais graves -não importando o
cargo- são encaminhados para os médicos e hospitais “top”. Os custos são
bancados pela empresa.

 

No caso do Santander, o banco pediu à operadora contratada que sua lista de
médicos fosse maior que a oferecida a outras empresas. Os nomes extras foram
escolhidos pelo banco.

 

“São médicos de qualidade, que não atendem pelos convênios”, afirma a
gerente de recursos humanos do Santander, Beatriz de Pieri.

 

Os médicos mais conceituados não aceitam os planos convencionais porque as
operadas pagam em média R$ 35 por consulta. Quando quem paga é o paciente,
os profissionais cobram pelo menos R$ 400.
 
GASTOS
O investimento em médicos e hospitais qualificados vai na contramão das
políticas de redução de custos das operadoras de plano de saúde, como negar
exames e cirurgias, enxugar a rede credenciada e oferecer honorários médicos
defasados.

 

“Esse tipo de corte resolve apenas no curto prazo. Mas, no médio e no longo
prazo, a situação piora”, diz Vera Saicali, diretora de recursos humano do
HSBC.

 

Quando se recorre a muitos médicos e exames, a mensalidade do convênio sobe
mais no ano seguinte, e os empregados levam mais tempo para voltar ao
trabalho.

 

A Vivo diz que seus gastos com saúde representam 9% da folha de pagamento,
abaixo da média de 16% das empresas. No Santander e no HSBC, a mensalidade
do plano de saúde subiu 3% e 8% respectivamente no último ano, ante 11% do
mercado.

 

 

Fonte: Folha de São Paulo