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Empresas pagam médico top “por fora” para funcionários julho 13, 2010

Filed under: Sem categoria — lahad @ 11:34 pm
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RICARDO WESTIN
FOLHAPRESS / DE SÃO PAULO

 
Algumas grandes empresas já não oferecem a seus funcionários só o plano de
saúde tradicional. Decidiram pôr à disposição médicos e hospitais extras,
muitos de altíssimo nível.

 

Nessas listas figuram os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, os mais
conceituados de São Paulo, e medalhões como Roberto Kalil (cardiologista do
presidente Lula), David Uip (infectologista que cuida da modelo Naomi
Campbell) e Claudio Lottenberg (oftalmologista diretor do Einstein).

 

Entre as empresas que adotam esse tipo de política estão os bancos HSBC e
Santander e a operadora de telefonia móvel Vivo.

 

Todas têm contrato com grandes planos de saúde. O que as levou a ampliar as
opções de médicos e hospitais foi a constatação de que a rede credenciada
desses convênios muitas vezes não tem competência suficiente para solucionar
todos os problemas de seus funcionários.

 

“Você vai ao médico do convênio, e ele pede dez exames, sem objetivos
definidos. Aí você não gosta, vai a outro, que pede mais 20 exames. Enquanto
isso, o tempo passa, dinheiro é desperdiçado e seu problema não é
resolvido”, diz o diretor de saúde da Vivo, Michel Daud.

 

Na Vivo e no HSBC, os funcionários com doenças mais graves -não importando o
cargo- são encaminhados para os médicos e hospitais “top”. Os custos são
bancados pela empresa.

 

No caso do Santander, o banco pediu à operadora contratada que sua lista de
médicos fosse maior que a oferecida a outras empresas. Os nomes extras foram
escolhidos pelo banco.

 

“São médicos de qualidade, que não atendem pelos convênios”, afirma a
gerente de recursos humanos do Santander, Beatriz de Pieri.

 

Os médicos mais conceituados não aceitam os planos convencionais porque as
operadas pagam em média R$ 35 por consulta. Quando quem paga é o paciente,
os profissionais cobram pelo menos R$ 400.
 
GASTOS
O investimento em médicos e hospitais qualificados vai na contramão das
políticas de redução de custos das operadoras de plano de saúde, como negar
exames e cirurgias, enxugar a rede credenciada e oferecer honorários médicos
defasados.

 

“Esse tipo de corte resolve apenas no curto prazo. Mas, no médio e no longo
prazo, a situação piora”, diz Vera Saicali, diretora de recursos humano do
HSBC.

 

Quando se recorre a muitos médicos e exames, a mensalidade do convênio sobe
mais no ano seguinte, e os empregados levam mais tempo para voltar ao
trabalho.

 

A Vivo diz que seus gastos com saúde representam 9% da folha de pagamento,
abaixo da média de 16% das empresas. No Santander e no HSBC, a mensalidade
do plano de saúde subiu 3% e 8% respectivamente no último ano, ante 11% do
mercado.

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

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