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Personalidades da medicina julho 5, 2010

William Osler

 

William Osler foi o mestre dos clínicos de sua época, e de todas as épocas posteriores à dele. Era incontestavelmente o mais sábio de sua época, o mais arguto clínico; sua habilidade em diagnosticar era legendária.

Em uma época em que não havia recursos terapêuticos eficazes como hoje, Osler se notabilizou como por compreender muito bem as pessoas, além da doença. Ele entendia o sofrimento humano e o respeitava. Seus esforços para compreender o mecanismo e as conseqüências das doenças ia além do físico e do químico para penetrar no espírito das pessoas e partilhar suas aflições.

Ele tinha intrínseco, genuíno otimismo e grande compaixão. Seu elo pessoal com os pacientes adquiria formas de seita, de religião. Ele usava poucas drogas e foi descrito como um miilista no que respeita à terapêutica. Mas era um exímio entendedor da natureza humana. Tinha sempre bom humor com os pacientes e lhes transmitia grande segurança.

Foi um devoto da medicina de beira-de-leito. Suas visitas médicas nas enfermarias chegaram a assumir proporções incômodas tal o número de pessoas que vinham para ouví-lo.

Os pacientes esperavam por ele e aceitavam sua palavra como final, e não era nunca de desencorajamento…

A palavra humanismo tem sido freqüentemente usada para descrever a atuação de Osler. Isso parece apropriado, mas deve-se salientar que humanismo não necessita apenas compaixão e vontade de ajudar. Humanismo é também “uma arte de palavras e de atitudes”; como mestre das palavras, Osler era capaz de se comunicar de maneira clara e profunda com seus pacientes. Assim, despertava fé e transmitia confiança.

Osler considerava que sua mais importante função era ensinar estudantes na enfermaria. Ele chegou a sugerir que no seu epitáfio se inscrevesse simplesmente “Eu ensinei estudantes de medicina nas enfermarias”.

 

Osler tinha idéias claras a respeito do ensino médico nas faculdades de medicina. Acreditava que a educação dos estudantes deveria incluir grande porção de humanidades, ao lado dos conhecimentos técnicos. Ele mesmo era um leitor assíduo de clássicos da literatura como Platão e Shakespeare.

Acreditava também que a função do ensino era desenvolver o gosto pelo conhecimento, e não encher a cabeça dos estudantes com meros fatos. Isto contrasta com o que vemos hoje quando estudantes são treinados principalmente para serem técnicos e pouco para cuidar de pessoas.

 

Escreveu extensamente sobre várias facetas da medicina; deu conferências e aulas em muitos lugares, deu conselhos a estudantes ensinando-lhes não apenas conhecimentos técnicos mas maneiras de agir, princípios de moral e ética médicas, e sobretudo humanismo

Alexander Fleming

 

   Alexander Fleming (1888-1955), médico e bacteriologista inglês, a quem se deve a descoberta da penicilina, o antibiótico mais conhecido da história.   Depois de estudar medicina, Alexander Fleming foi trabalhar no St. Mary’s Hospital, da Universidade de Londres. Seu desempenho na época de faculdade foi brilhante, ele ganhou vários prêmios em sua classe e se destacou nas área de fisiologia, farmacologia, patologia e medicina forense. Tornou-se pesquisador do St. Mary’s Hospital e professor de bacteriologia da Universidade de Londres. Como cientista, ele dedicou-se a pesquisar substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias nas feridas infectadas.

 

Os dois descobrimentos de Fleming ocorreram nos anos de 1920 e ainda que tenham sido acidentais demonstram a grande capacidade de observação e intuição deste médico britânico.
O descobrimento da lizosima ocorreu depois que o muco de seu nariz, procedente de um espirro, caísse sobre uma placa de cultura onde cresciam colônias bacterianas. Alguns dias mais tarde notou que as bactérias haviam sido destruídas no local onde se havia depositado o fluido nasal.
A Alexander Fleming credita-se a descoberta da penicilina em 1929. O laboratório de Fleming estava habitualmente desorganizado, o que resultou em uma grande vantagem para sua segunda importante descoberta.
Trabalhando com estafilococos em 1928, ao preparar placas para o crescimento desta bactéria, contaminou sua amostra com esporos de um fungo. Deixou suas amostras na bancada e partiu para duas semanas de férias. Quando voltou para o laboratório, notou que algumas placas haviam fungado, e ao redor do fungo não cresciam estafilococos. Ao invés de jogar fora a placa, resolveu estudar as propriedades daquele fungo. Ele observou uma cultura de bactérias do tipo estafilococo e o desenvolvimento do mofo a seu redor, onde as bactérias circulavam livres.
Fleming não patenteou sua descoberta, pois achava que assim seria mais fácil a difusão de um produto necessário para o tratamento das numerosas infecções que castigavam a população.
Por seus descobrimentos, Fleming compartilhou o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina junto a Ernst Chain Boris e Howard Florey.
Fleming tentou aprofundar a pesquisa e constatou que uma cultura líquida de mofo do gênero Penicillium evitava o crescimento dos estafilococos.
Publicou os resultados desses estudos em 1929, mas não obteve reconhecimento nem recursos financeiros para aperfeiçoar o produto durante os anos seguintes.
O fármaco foi desenvolvido por uma equipe de cientistas, incluindo Howard Florey (1898-1968), Ernst Chain (1906-79) e Norman Heatley (nascido em 1911). Esta equipe trabalhou no desenvolvimento de penicilina durante toda a segunda guerra mundial, o que conduziu ao primeiro teste bem sucedido em camundongos, em 25 maio 1940. Em 1943, a penicilina passou a ser produzida em massa, e até 1944 era suficientemente disponível para tratar qualquer soldado que dela necessitasse.
Eleito membro da Royal Society (1943), foi nomeado cavaleiro (1944) em reconhecimento ao seu trabalho. Nos últimos anos da vida foi diretor do Wright-Fleming Institute of Microbiology. O cientista teve oportunidade de acompanhar a repercussão de sua descoberta e a evolução dos antibióticos, medicamentos dos mais utilizados no mundo e responsáveis pela cura de doenças graves, como a tuberculose, antes de morrer em Londres, de infarto agudo do miocárdio. “Não inventei a penicilina”, disse
Alexander Fleming. “A natureza é que a fez. Eu só a descobri por acaso”. A Penicilina revolucionou o tratamento da infecção e marcou o início da era antibiótica.
  
 

Thomas Sydenham


Thomas Sydenham (1624-1689), médico inglês, é considerado um dos precursores da epidemiologia. Ele estabeleceu, baseado na metodologia científica criada por Francis Bacon, seu próprio Methodus para o estudo das doenças: as enfermidades deveriam ser classificadas. Além de classificar, Sydenham procurava traçar para cada doença uma história natural, ou seja, a evolução natural de cada enfermidade. Dados como faixa etária, época do ano em que a doença mais ocorria e o perfil da pessoa deveriam ser valorizados.

Thomas Sydenham foi nomeado o “Hipócrates Inglês”, o Hipócrates do seu século, o século XVII. Em seu epitáfio lê-se: medicus em omne aevum nobilis. Não era um erudito nem um escritor prolífico, foi um prático da Medicina.

Assim, Sydenham contribuiu para o conceito e o conhecimento da “história natural das doenças”. Era muito bom observador, muito bom médico. A partir de Sydenham, nasceu o conceito de doença como entidade abstrata, mas captada a partir da observação de pacientes reais. Ele descreveu os sintomas clínicos da gota, a partir do qual ele sofreu, e várias outras doenças epidêmicas, assim, varíola, disenteria, sarampo, sífilis e a Coréia da febre reumática, que também leva o seu nome (Coréia de Sydenham). Também contribuiu em terapia: o ferro introduzido no tratamento da anemia, a quinina utilizada na malária e concebeu opiáceos, como a tintura do ópio chamada láudano.

Assim, sob a orientação do conceito de Sydenham, várias doenças começaram a ser descritas e definiram-se as condições clínicas e seus cursos. Foi, então, que começaram a aparecer monografias sobre várias doenças, como acidente vascular cerebral, tuberculose e raquitismo.

 

Jean-Martin Charcot

Jean-Martin Charcot (Paris, 1825 – Morvan, 1893) foi um médico e cientista francês que alcançou fama no terreno da Psiquiatria na segunda metade do século XIX. Foi um dos maiores clínicos e professores de Medicina da França e juntamente, com Guillaume Duchenne, o fundador da moderna Neurologia. Estudantes vinham de todas as partes do mundo para ter aulas com ele em Paris, inclusive Sigmund Freud em 1885.
 
Usou a hipnose como ferramenta de diagnóstico em seu estudo da histeria, e infuenciou as opiniões de Freud sobre a origem das neuroses. Charcot fez numerosas descobertas médicas importantes, e há até mesmo uma doença que leva o seu nome (a artropatia neurogência) é também conhecida como “junta de Charcot”).
Em um determinado ponto de sua ilustre carreira, Charcou acreditou ter descoberto uma nova doença, que ele chamou de “histero-epilepsia”. Os sintomas incluíam “convulsões, contorções, desmaios e falha transitória da consciência.” Apresentou a seus alunos vários exemplos da nova doença durante suas passagens pelo Hospital Salpêtrière em Paris.
Tornou-se professor de anatomia patológica na faculdade de medicina da Universidade de Paris (1860). Dois anos mais tarde iniciou seu trabalho com a equipe médica do Hospital Salpêtrière, hospital parisiense criado por Luís XIV (1656) para indigentes e presidiários, famoso pelo estudo das doenças nervosas.
Descreveu a afecção nervosa que chamou de esclerose lateral amiotrófica, hoje conhecida como doença de Charcot. Estabeleceu a diferenciação das lesões que provocam a falta de coordenação de movimentos e distinguiu a esclerose múltipla da paralisia agitante. Suas maiores contribuições para o conhecimento das doenças do cérebro foram o estudo da afasia e a descoberta do aneurisma e seu papel como causador das hemorragias cerebrais

 

 

 

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