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Link: VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão março 21, 2011

VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão

VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão



 

CASO CLÍNICO 1 Úlcera Péptica

Filed under: CASOS CLÍNICOS — lahad @ 5:39 pm
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AUTOR

Rodrigo Antonio Brandão Neto

Médico Assistente da Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP


QUADRO CLÍNICO

Paciente do sexo masculino, com 43 anos de idade, antecedente de lombalgia ocasional com uso de anti-inflamatórios, refere dor epigástrica em queimação há 3 semanas, com piora associada a alimentação. Não apresentava disfagia, vômitos e outros sintomas associados. Há 1 semana, após recorrência da lombalgia e uso de analgésicos e anti-inflamatórios, apresentou piora da epigastralgia, procurando o serviço de emergência. Relato de fezes escurecidas e um episódio de vômitos com laivos de sangue em seu conteúdo. Sem outros antecedentes patológicos dignos de nota.

Exame Físico

BEG, corado, hidratado, anictérico, acianótico.

PA: 130/70 mmHg.

FC: 90 bpm.

Aparelho respiratório: MV+, sem RA.

Aparelho cardiovascular: 2BRNF, sem sopros.

Trato gastrintestinal: plano, flácido, dor discreta à palpação de epigástrio, descompressão brusca negativa, sem visceromegalias e massas palpáveis.

MMII: pulsos +, sem edema.

Toque retal: presença de sangue na luva.

COMENTÁRIOS

Paciente com quadro de epigastralgia em queimação, tem antecedente de uso de anti-inflamatórios não esteroidais, que são associados com risco de aparecimento de úlcera péptica.

Até uma semana atrás, o paciente apresentava quadro sugestivo de dispepsia funcional sem apresentar sinais de alarme, como disfagia, icterícia, sangramento, anemia, alterações de exame físico sugestivos de doença maligna, que indicariam a realização de endoscopia digestiva alta. Ele apresenta ainda idade menor que 55 anos, e caso a idade fosse maior seria outra indicação da realização do procedimento. Posteriormente, com uso de anti-inflamatórios, o paciente apresentou piora da epigastralgia e fezes escurecidas, com vômitos com laivos de sangue, que levam à suspeita de hemorragia digestiva alta e representa uma indicação formal da realização de endoscopia digestiva alta.

A hemorragia digestiva alta é definida como sangramento intraluminal de qualquer localização entre o esôfago superior e o ligamento de Treitz. O sangramento gastrintestinal alto não varicoso resulta de lesão da mucosa esofágica ou gastroduodenal com ulceração ou erosão de um vaso subjacente, ao passo que o sangramento gastrintestinal varicoso tem origem na ruptura das varizes gastroesofágicas. Esta condição é relativamente comum, com alta morbidade e representa altos custos médicos. A incidência anual é de 50 a 150 por 100.000 habitantes, ocorre 2 vezes mais em homens e aumenta com a idade e em áreas de menor desenvolvimento socioeconômico.

A doença ulcerosa péptica é a maior causa, representando cerca de 46% dos casos. Em nosso paciente com quadro de epigastralgia em queimação e uso de anti-inflamatórios, a probabilidade de doença ulcerosa se torna muito maior. Deve-se acrescentar que existem 4 fatores principais para desenvolvimento de doença ulcerosa péptica:

1.      uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINE);

2.      infecção pelo H. pylori;

3.      estresse;

4.      acidez gástrica

Destes fatores, o uso de AINE é o mais prevalente nos pacientes com úlceras gástricas, e a infecção pelo H. pylori foi observada com maior frequência no grupo das úlceras duodenais. A gravidade do sangramento geralmente é maior nos pacientes com úlceras duodenais.

O aspecto inicial mais importante na abordagem deste paciente é a ressuscitação volêmica, mas este paciente parece estar hemodinamicamente estável; mesmo assim, acessos calibrosos devem ser obtidos para caso de eventualidades. Pode ser passada sonda nasogástrica com lavagem com soro fisiológico em temperatura ambiente, entretanto, tal procedimento é controverso e a maior parte da literatura não recomenda como rotina.

A endoscopia digestiva alta é o próximo passo necessário na avaliação deste paciente. A endoscopia digestiva demonstrou úlcera em duodeno não sangrante, mas com coágulo aderido, e não apresentou outras lesões ulceradas.

Uma das principais classificações endoscópicas da úlcera é a classificação de Forrester, que divide os pacientes da seguinte forma

1.   Úlcera sangrante ativa:

1a: sangramento importante (esguichando);

1b: sangramento menor (babando).

2.   Úlcera sem sangramento ativo:

2a: vaso visível não sangrante;

2b: úlcera com coágulo aderido;

2c: úlcera com marcas vermelhas ou escuras.

3.   Úlcera com base limpa.

No caso, o paciente apresenta, portanto, uma úlcera péptica do tipo 2b. Este é um paciente com estigma de alto risco de ressangramento, que é a presença de coágulo aderido na base da úlcera. Outros estigmas de alto risco de novo sangramento são a presença de sangramento ativo e presença de vaso visível não sangrante. Portanto, os pacientes com classificação 1 até 2b apresentam alto risco de ressangramento.

Quando o paciente apresenta estigmas de alto risco de ressangramento, é indicado o uso de bloqueadores de bombas de prótons por via endovenosa e terapia endoscópica. Não parece existir superioridade dentre as diferentes técnicas endoscópicas de hemostasia, como clipagem ou utilização de soluções para hemostasia, portanto, o método endoscópico de hemostasia fica a critério do endoscopista. A utilização de bloqueadores de bomba de prótons endovenoso em bolus de 80 mg EV, seguida de infusão contínua de omeprazol na dose de 8 mg/EV/hora por 72 horas, foi associada com grande diminuição de ressangramento em alguns estudos; deve ser mantido o bloqueador de bomba de prótons posteriormente por via oral por mais 2 a 4 semanas. Recentemente foi estudado o uso do esomeprazol endovenoso e pantoprazol, também com sucesso.

O paciente obviamente precisa descontinuar o uso dos anti-inflamatórios, substituindo-os por analgésicos comuns ou opioides, para evitar recorrência. Outro fator importante para diminuir a recorrência é a erradicação do Helycobacter pylori, que, em alguns estudos, é associado a ressangramento em até 1 caso a cada 3 em 1 ano. Vários esquemas de erradicação de Helycobacter pylori foram propostos, porém o que aparentemente tem melhor eficácia é o uso de claritromicina, amoxicilina e omeprazol por 7 a 14 dias. A investigação do Helycobacter pylori está, entretanto, prejudicada, e a avaliação endoscópica para este agente pode estar negativa, assim como o teste da urease e pesquisa respiratória. Porém, a pesquisa sorológica não é prejudicada.

Sorologia para H. pylori positiva

A sorologia confirmou a infecção por H. pylori e, assim, está indicada sua erradicação, que deve ser realizada em pacientes com doença ulcerosa péptica, antecedente familiar de neoplasia gástrica e linfoma MALT de estômago. Pode ainda se considerar o tratamento em pacientes com quadros crônicos de dispepsia com Helycobacter positivo.

Como o paciente apresenta doença ulcerosa complicada, deve ser realizada nova endoscopia após o tratamento e a confirmação da erradicação do H. pylori. O teste respiratório ou pesquisa de antígeno fecal poderiam ser utilizados para avaliar erradicação da infecção, mas como nova endoscopia é necessária em úlceras complicadas, o melhor é avaliar o H. pylori endoscopicamente. A sorologia não se presta a avaliar a erradicação, pois pode permanecer positiva ainda por anos.


MEDICAÇÕES

Omeprazol

Este foi o primeiro IBP disponível para uso comercial. Discutiremos seu aspecto como protótipo para os IBP, relatando posteriormente as diferenças em relação aos demais IBP.

Modo de Ação

Ligação covalente com a enzima H+/K+ ATPase (bomba de prótons das células parietais gástricas), bloqueando o passo final na produção do ácido, a qual pode ser reduzida em até 95%. A secreção do HCl só se reiniciará após a inserção de novas moléculas da bomba, uma vez que a ligação é irreversível.

Indicações

  • Tratamento sintomático de úlcera péptica: evidência de estudos randomizados e meta-análises. O tratamento atual da grande maioria dos casos de úlcera péptica baseia-se na erradicação do H. pylori, cujos esquemas de antibióticos incluem um antissecretor.

·       Papel coadjuvante na redução da recorrência de úlceras pépticas: evidência baseada em estudos randomizados

Cicatrização e prevenção de lesões gastroduodenais em usuários crônicos de AINE: evidência de estudos randomizados e meta-análises.

  • Redução de hemorragia digestiva alta em usuários de AINE: evidência de estudos de coorte.
  • Dispepsia funcional (quando a queixa principal é dor epigástrica): evidência baseada em estudos randomizados.
  • Tratamento de hemorragia digestiva alta por úlcera péptica (diminuem a taxa de ressangramento, com ou sem tratamento endoscópico, mas não modificam a mortalidade): evidência de estudos randomizados e meta-análises.
  • Profilaxia primária de hemorragia digestiva alta para úlcera de estresse: evidência baseada principalmente em opinião de especialistas.
  • Síndrome de Zollinger-Ellison e condições hipersecretoras: evidência baseada principalmente em opinião de especialistas.
  • Erradicação de H. pylori em associação com antimicrobianos: evidência baseada em estudos randomizados e meta-análises.

Posologia

A droga deve ser ingerida 30 minutos antes de uma refeição.

  • Úlcera duodenal ativa: 20 mg VO por 4 a 8 semanas.
  • Úlcera gástrica ativa: 40 mg VO por 4 a 8 semanas.
  • Doença do refluxo gastroesofágico: 20 mg VO por 4 a 8 semanas.
  • Condições hipersecretoras: dose individualizada; começar com 60 mg VO.

Apresentações Comerciais

  • Genérico: Omeprazol (cápsulas de 10, 20 e 40 mg e ampolas de 40 mg).
  • Outros nomes comerciais: Gaspiren® (cápsulas de 20 mg e ampolas de 40 mg); Losec® (ampolas de 40 mg); Losec Mups® (comprimidos de 10, 20 e 40 mg); Peprazol® (cápsulas de 10, 20 e 40 mg); Omep®, Estomepe® e Bioprazol® (cápsulas de 10 e 20 mg).

Efeitos Adversos

Os mais comuns são: cefaleia, vertigem, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos e infecções do trato respiratório superior.

Classificação na Gravidez

Classe C.

Monitoração

Não existe necessidade de exames específicos, mas deve-se ter precaução em pacientes com insuficiência hepática (avaliar necessidade de menores doses).

Interações Medicamentosas

Por inibirem a atividade de algumas enzimas do citocromo P450, podem aumentar o efeito da warfarina, da fenitoína e dos benzodiazepínicos.

Soro Fisiológico (NaCl 0,9%)

Solução contendo 154 mEq/L de sódio e 154 mEq/L de cloreto (9 g de NaCl em 1 L).

Modo de Ação

Expansor do volume intravascular.

Indicações

Situações de choque de padrão hipovolêmico e distributivo.

Posologia

Administrado no espaço intravascular com velocidades de infusão variáveis (conforme a função cardíaca de cada indivíduo), em forma de alíquotas de 250 a 1.000 mL, com reavaliação frequente da resposta obtida e eventuais efeitos adversos.

Efeitos Adversos

O uso de grandes volumes pode estar associado ao desencadeamento de sobrecarga volêmica e acidose metabólica hiperclorêmica, assim como hipernatremia.

Apresentação Comercial

Bolsas ou embalagens plásticas contendo solução de cloreto de sódio a 0,9%. As embalagens podem conter volumes de 100, 250, 500 e 1.000 mL.

Monitoração

A taxa da velocidade de infusão deve ser monitorada por exame clínico, em especial pulmonar, para evitar sobrecarga hídrica.

Classificação na Gravidez

Classe A.

Interações Medicamentosas

Nenhuma significativa.

Betalactâmicos

Incluem o grupo das penicilinas (naturais e semissintéticas), cefalosporinas (1ª a 4ª geração), carbapenêmicos, monobactâmicos e associações com inibidores da betalactamase. A principal característica de tal grupo é a presença do grupamento químico heterocíclico azetidinona, denominado anel betalactâmico.

Modo de Ação

Resulta da inibição da síntese da parede celular bacteriana, por meio do bloqueio da transpeptidação do composto peptidoglicano, resultando em ação bactericida.

Os betalactâmicos ligam-se e inativam alvos específicos localizados na membrana celular bacteriana, envolvidos nas etapas de constituição e arranjo final da parede celular.

Aminopenicilinas (Ampicilina/Amoxicilina)

ampicilina apresenta estabilidade tanto para utilização oral ou parenteral. A meia-vida da droga é de 50 a 60 minutos, com eliminação renal (predominante) e hepática. Há grande concentração na bile e a passagem para o líquido cefalorraquidiano em meninges inflamadas situa-se em torno de 5 a 10% da concentração sérica, considerada baixa.

Com relação ao espectro de ação, a ampicilina é efetiva contra muitas bactérias aeróbias Gram-positivas (Streptococcus pyogenes, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus viridans, Enterococcus faecalis, Listeria monocytogenes), bactérias anaeróbias Gram-positivas (Clostridium spp, Peptostreptococcus spp e Actinomyces israelli), determinadas bactérias aeróbias Gram-negativas (Escherichia coli, Proteus mirabilis, Haemophilus influenzae, Salmonella typhi e não-typhi, Neisseria meningitidis) e bactérias anaeróbias Gram-negativas (Bacteroides spp, exceto Bacteroides fragilis, Fusobacterium spp)

Em comparação com a benzilpenicilina, há maior atividade contra Haemophilus influenzae, Enterococcus faecalis e Salmonella spp, apesar das taxas variáveis de resistência. Perde-se, por outro lado, atividade em relação a Streptococcus pyogenes, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Neisseria gonorrhoeae e Clostridium spp.

As indicações clínicas principais envolvem o tratamento de infecções de vias aéreassuperiores (sinusite, otite, faringoamigdalite), infecções pulmonaresinfecções urinárias,salmonelosesmeningites por Listeria monocytogenes e Streptococcus agalactiae. Nas meningites por Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae, a observação do padrão de sensibilidade da cepa é fundamental para a utilização da ampicilina.

  • Dose habitual: 2 a 4 g/dia, a cada 6 horas, VO, e 100 a 200 mg/kg/dia EV com ajuste necessário para função renal; caso insuficiência renal, também ajustar para função hepática.
  • Gestação: classe B.
  • Apresentações comerciais: Ampicilinz®, Amplicil®, Ampifar®, Ampicilase®, Amplitor®, Binotal® e Cileten® (comprimidos de 250 e 500 mg, frasco-ampola com 250 mg, 500 mg e 1 g, suspensão com 125 e 250 mg /5 mL).

amoxicilina tem características semelhantes à ampicilina com relação à composição química e espectro de ação. Apresenta absorção oral mais efetiva, levando à permanência de concentrações séricas duas vezes maior que a ampicilina.

A meia-vida da droga é de 1 hora, com índice de ligação às proteínas plasmáticas de 17% e eliminação renal. A concentração da droga no líquido cefalorraquidiano é muito variável em pacientes com meningite, não devendo-se utilizá-la nestas circunstâncias. A única apresentação da droga é oral.

Com relação ao espectro antimicrobiano, a amoxicilina é mais ativa contra Salmonella typhi e menos ativa contra Shiguella spp. As indicações terapêuticas incluem o tratamento do Helicobacter pylori (droga adjuvante) e doença de Lyme.

  • Dose habitual: 1,5 a 3 g/dia divididos a cada 8 horas, com ajuste necessário para função renal; caso insuficiência renal, também ajustar para função hepática.
  • Gestação: classe B.
  • Apresentações comerciais: Amoxacilina®, Amoxil®, Hiconcil®, Cibramox®, entre outros (comprimidos de 250 e 500 mg, suspensão 125 e 250 mg/5 mL).

Macrolídeos (Eritromicina, Claritromicina, Azitromicina, Roxitromicina)

Modo de Ação

Os macrolídeos atuam na inibição da síntese proteica, por meio da ligação reversível com a subunidade 50S ribossomal, impedindo a fixação do RNA transportador ao ribossomoa e bloqueando a disponibilidade de aminoácidos. Dependendo da espécie, inóculo, dose utilizada e farmacocinética, os macrolídeos podem apresentar atividade bactericida ou bacteriostática (in vitro).

Indicações, Posologia, Modo de Uso, Apresentações Comerciais e Classificação na Gestação

1. Claritromicina

Macrolídeo semissintético derivado da eritromicina. Possui mecanismo e espectro de ação semelhantes aos da eritromicina. Diferentemente, porém, sua atividade contra estreptococos(incluindo o pneumococo) e estafilococos é cerca de 4 vezes maior que a eritromicina. Também possui atividade contra Haemophilus influenzaeHaemophilus ducreyiMycobacteriumlepraeMycobacterium avium-intracellulareToxoplasma gondii.

O índice de ligação proteica é de 55%, com metabolização hepática e excreção predominantemente renal. Comercialmente, há a apresentação oral e parenteral. As indicações clínicas principais incluem faringitesamidalitesotitessinusites purulentas. Aspneumonias bacterianas, como as causadas por pneumococo Chlamydia pneumoniae,Legionella pneumophilaMycoplasma pneumoniae, apresentam boa resposta clínica. Quadros de infecção por Mycobacterium aviumintracellulare devem receber esquemas terapêuticos com a inclusão de claritromicina.

  • Dose habitual: de 1 a 2 g/dia divididos a cada 12 horas, com necessidade de ajuste para função renal e hepática (se insuficiência renal).
  • Gestação: classe C.
  • Apresentações comerciais: Claritromicina® e Klaricid® (comprimidos de 250 mg e 500 mg e suspensão com 125 mg/5 mL e 250 mg/5 mL).

 

Alckmin assina, na AMB, ampliação de vagas e aumento na bolsa de residência em SP março 5, 2011

Filed under: Sem categoria — lahad @ 7:57 pm

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve na sede da Associação Médica Brasileira na manhã desta terça-feira, dia 1º de março, para anunciar a ampliação do número de vagas de residência médica no Estado – de 4.848 para 5.051 vagas – e o aumento no valor da bolsa paga aos médicos residentes – de R$ 1.916,00 para R$ 2.338,00.

“É uma alegria muito grande vir à casa dos médicos brasileiros firmar este aumento, pois nos causa preocupação saber que o número de escolas médicas está maior e que São Paulo recebe um quarto dos médicos residentes do País, mas as vagas de residência não acompanham esse processo. É preciso complementar a educação para podermos oferecer à população uma medicina segura e de qualidade”, disse.

Fonte: http://www.amb.org.br

 

Voe mais alto para enxergar mais longe fevereiro 22, 2011

Filed under: Sem categoria — lahad @ 10:42 pm

Autor: Nelson Tanuma

Independentemente dos contratempos e obstáculos que surgem em nossas vidas, precisamos continuar seguindo sempre em frente, pois viver é seguir caminhando sem desanimar.

A vida de cada humano é cheia de altos de baixos, tristezas e alegrias, e acontecimentos que constantemente mexem com nosso humor e testam nossa capacidade de autocontrole, e, quando as coisas aparentam estar complicadas demais, é muito fácil perdermos o controle emocional e passarmos a pensar e falar negativamente, ou seja, fica fácil ver apenas o lado negativo da vida. Acabamos por lamentar pelo nosso destino e nos rendemos a decepção e somos dominados pelo pessimismo, e assim, tendemos a ficar estressados, depressivos e ansiosos em relação ao futuro.

 

Saiba que esses momentos de desânimo, são ocasiões apropriadas para reavaliarmos o que estamos fazendo com as nossas vidas, e prestarmos atenção em que estamos mantendo nosso foco. A melhor arma contra o desânimo e o estresse e nossa capacidade de escolher os nossos pensamentos. Nós, seremos humanos fomos dotados de algo poderoso conhecido como: livre arbítrio, que e a capacidade que temos de escolher nossos pensamentos, palavras e ações, cabendo ressaltar, que essa faculdade é atributo exclusivo de nós seres humanos, o que explica porque a sociedade e as pessoas conseguiram evoluir, apesar dos problemas de diversas natureza persistirem nas relações humana interpessoais e na sociedade contemporânea.

 

Olhar do ponto mais alto, significa ter autonhecimento, conhecer nossas forças e fraquezas, ter meta definida, sendo capaz de visualizá-la, e senti-la prestes a ser concretizada, ainda que estejamos distantes dela. Lembre-se que conhecer sua meta e o resultado que obterá ao alcançá-la, é essencial que voce adquira motivação para realizar o próximo movimento físico capaz de conduzi-lo na direção certa.

 

Grande parte das pessoas sonham em ser milionários, ou seja, ganhar muito dinheiro, mas, para que você consiga tornar-se um milionário, ou seja, ter uma patrimônio superior a um milhão de reais,  é preciso que você queira esse dinheiro a ponto de considera-lo vital para sua vida e felicidade. A pergunta a ser feita a si próprio e a seguinte: Eu preciso mesmo desse dinheiro? Isso e vital para mim? Caso a resposta seja SIM, e preciso traçar a meta, planejar e entrar em ação para que consiga alcançar sua meta.

 

Pense, sobre o que significa ter sucesso para você, nesse exato momento, e que tipo de ação levaria você a alcançar esse sucesso. É muito fácil achar que as regras do jogo da vida não deveriam mudar nunca, mas as circunstancias e as exigências da vida mudam constantemente. Saiba que o sucesso no jogo da vida esta diretamente relacionado com a rapidez com que se aceita e se começa um novo jogo, do que a habilidade em jogar com maestria o velho jogo. Nunca se esqueca, porém, que suas metas devem estar alinhadas com os valores éticos e morais que lhes são mais caros, pois se não for assim, seu subconsciente boicotará seus pensamentos não permitindo que você alcance seus propósitos.

 

Os acontecimentos da vida não são bons nem ruins. O mundo e do jeito que é. O que realmente faz da diferença é a forma como interpretamos os acontecimentos de nossas vidas e o aprendizado que tiramos, especialmente, dos acontecimentos negativos. O seu envolvimento para com a sua vida e o comprometimento em relação aos resultados a serem alcançados é o que, de fato,  fará a diferença.

 

Ao invés de ficar preocupado, o que é um grande desperdício de energia e de tempo, faça um trabalho de constante de reflexão na busca de auto-conhecimento. O pensamento que analisa os acontecimentos e contingências das vida de forma profunda, tem o condão de conduzir ao amadurecimento de nossas percepções, e não obstante acabe consumindo parte de nossa energia, no contexto geral, é bastante produtivo.

 

A águia voa alto e enxerga longe, portanto reflexione bastante em busca de autoconhecimento e tenha sonhos grandiosos, voe alto, tenha disciplina no planejamento, e corajoso ao entrar em ação na busca da sua meta. Tenha fé no seu próprio potencial, acredite em você, e saiba que agindo assim, você alcancará, infalivelmente, tudo aquilo que almeja!

 


 

CFM divulga dados sobre a concentração de médicos no Brasil novembro 3, 2010

Filed under: Crônicas — lahad @ 2:15 am
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Dados coletados entre 2000 e 2009 apontam uma média nacional de um médico para grupo de 578 habitantes, índice próximo a países como dos EUA.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulga dados sobre a concentração de médicos no território nacional. O levantamento mostra que o número de profissionais aptos a atuar cresce em ritmo mais acelerado do que o da população – mas a distribuição está longe de ser uniforme. O anúncio marcou a comemoração do Dia Mundial da Saúde.

O levantamento, inédito, aponta que o déficit de médicos no interior não significa a falta de profissionais no país. Dados coletados entre 2000 e 2009 apontam uma média nacional de um médico para grupo de 578 habitantes, índice próximo a países como dos Estados Unidos, que é de um para 411 pessoas.

O 1º secretário do CFM e responsável pela coleta das informações, Desiré Carlos Callegari, defende melhores políticas públicas para a interiorização do profissional. “Não adianta utilizar o mecanismo de revalidação automática do diploma para interiorizar o médico. Nada garante que este profissional não irá recorrer às capitais para se especializar”, aponta Desiré. O diretor também avalia como desnecessária a abertura indiscriminada das escolas médicas. O Brasil possui hoje 181 escolas médicas, sendo que, dessas, 100 foram instaladas na última década. “Observamos que a qualidade do ensino tem caído neste período”.

Aumento de profissionais

Entre 2000 e 2009, a quantidade de médicos aumentou 27% – de 260.216 para 330.825. No mesmo intervalo de tempo, a população brasileira cresceu aproximadamente 12% – de 171.279.882 para 191.480.630, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2000, havia no país um médico para cada grupo de 658 habitantes; em 2009, a situação passou a ser de um médico para 578 habitantes.

O número de médicos não é o único indicador da adequação da oferta desses profissionais – para se fazer esse tipo de avaliação é preciso que se considerem variações regionais, sociais e econômicas. Mas o número é um indicador importante. Entre os países que possuem elevados índices de desenvolvimento humano (IDH), há menos habitantes por médico. A tendência é de que o IDH seja mais baixo nos países onde há mais habitantes por médico.

O levantamento do Conselho Federal de Medicina foi feito com base no endereço de correspondência informado pelos profissionais nos Conselhos Regionais de Medicina do país.

Entre as regiões, Norte e Nordeste têm menor concentração de médicos

A distribuição de médicos por habitantes é heterogênea no território nacional. Na região Norte, há um médico para cada grupo de 1.130 habitantes. São 13.582 profissionais aptos a atuar, registrados primariamente em conselhos de medicina da região. Já na região Sul, são 509 habitantes por médico.A região Sudeste concentra 42% da população do país e 55% dos médicos. São 439 habitantes por profissional. No Centro-Oeste, há um médico para cada grupo de 590 habitantes. No Nordeste, um para cada grupo de 894. Em São Paulo estão concentrados 30% dos médicos; o estado abriga 21% da população brasileira.Se consideradas as inscrições primárias e secundárias efetuadas em conselhos de medicina da região Norte, por exemplo, o número de habitantes por médico passa a ser de 1.000; na região Sul, também consideradas ambos os grupos de inscrição, são 476 habitantes por médico. A inscrição primária é o primeiro registro feito pelo médico em um conselho regional, a secundária é o registro que o médico faz em outros conselhos (diferentes que o daquele de origem) permitindo sua atuação profissional naquela unidade da federação.Para Desiré Callegari, o médico não precisa “ganhar muito, precisa ser valorizado e ter condições de trabalho”. Para isso, defende como política de interiorização eficaz a criação de uma carreira de Estado para os profissionais e a implantação de planos de cargos, carreiras e vencimentos.O CFM também considera fundamental que a estrutura e os recursos tecnológicos da saúde sejam aperfeiçoados, principalmente no interior dos estados. “Não dá para fazer medicina sem investimento. O médico precisa ao menos de uma estrutura básica para atender adequadamente a população”, ressaltou Desiré

 Em algumas localidades, índices são europeus

A capital do estado de São Paulo possui um médico para cada grupo de 239 habitantes, média superior à de países que possuem altos índices de desenvolvido humano. Alemanha, Bélgica e Suíça, por exemplo, possuem um médico em atividade para cada grupo de 285, 248 e 259 habitantes, respectivamente.Se considerada a densidade de médicos em todo o estado de São Paulo, a média é próxima da dos Estados Unidos: 413 habitantes por profissional em São Paulo; 411 por um nos Estados Unidos. No Distrito Federal, há um médico para 297 habitantes, melhor média entre as unidades da federação.Em outras localidades, índices são africanos: no interior do Amazonas há um médico para cada grupo de 8.944 habitantes; em Roraima, um para 10.306O acesso a profissionais da medicina é ainda mais desigual quando comparados os números de capitais e regiões do interior. De acordo com dados extraídos do Sistema Integrado de Entidades Médicas em março de 2010, há no estado do Acre 575 médicos aptos a atuar – 74% (427) deles residem na capital, Rio Branco, cidade que conta com um médico para cada grupo de 716 habitantes; os outros 21 municípios do estado dividem entre si 119 médicos, o que resulta na média de um médico para 3.236 habitantes.Há casos de desigualdade ainda mais acentuada. No Amazonas, 88% (3.024) dos profissionais estão em Manaus, cidade que tem um médico para 574 habitantes. Os municípios do interior ficam com um médico para cada grupo de 8.944 habitantes. Em Roraima, são 10.306 habitantes por médico em cidades do interior. Há apenas 15 profissionais domiciliados fora da capital.Na região Sudeste, a mais desenvolvida do país, a distribuição de médicos entre capitais e interiores é menos aguda. Em Minas Gerais, por exemplo, a média é de um médico para 587 habitantes; em Belo Horizonte, são 172 habitantes por médico; no interior, um para 926.O estado de São Paulo registra um médico para 413 habitantes; a capital, um profissional para 239 pessoas; os municípios do interior do estado contam com um médico para cada grupo de 640 habitantes.

 

Número de mulheres é maior entre os novos profissionais

De 2000 a 2009, a proporção de profissionais do sexo feminino no universo de médicos registrados no Brasil subiu 4 pontos percentuais – de 35,5% para 39%, o que indica uma tendência de feminilização da profissão. Essa tendência fica mais evidente quando se comparam os ritmos de crescimento no universo de cada gênero: o número de médicas aumentou 39,8% no período; o de médicos, 20,1%.CFM avalia que não faltam médicos no BrasilA posição do Conselho Federal de Medicina diante das informações reveladas pelo levantamento é de que não há escassez de médicos no país. O que há, sim, é uma má distribuição dos profissionais pelo território nacional. 

Para contornar essa situação, o CFM defende a adoção de eficazes políticas de interiorização do trabalho médico. A criação de uma carreira de Estado para os profissionais e a implantação de planos de cargos, carreiras e vencimentos são medidas defendidas pelo Conselho.

Além disso, o CFM considera fundamental que os sistemas de assistência à saúde sejam aperfeiçoados, principalmente no interior dos estados.

Fonte: CFM

 

BLS / ACLS 2010. O QUE MUDOU ? outubro 31, 2010

Filed under: Sem categoria — lahad @ 5:28 pm
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2010 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care Science Circulation 2010; 122(18): suplemento 3 (2 de novembro de 2010)

Saiu o novo guideline para ressuscitação cardiorrespiratória. Como programado, novas recomendações saem agora em 2010 e parecem a evolução do que já estava parcialmente programado em 2005.

No âmbito da estrutura das recomendações, tudo está muito parecido, mas o capítulo 9 – “Post-Cardiac Arrest Care” é novidade e introduz um novo algoritmo para ser incorporado nos diversos serviços, de emergência ou UTI. Ele inclui cuidados neurológicos, como evitar hiperventilação, fazer reposição volêmica com salina, controlar CO2 com capnografia e induzir hipotermia, principalmente se o paciente permanece irresponsivo após a ressuscitação. Esta última intervenção é muito reforçada durante o texto e parece que chegou para ficar, embora não seja fácil de induzir em muitos pacientes.

 Aliás, recomenda-se protocolo específico para hipotermia, porque induzir é difícil, mas reverter após 24 a 48 horas é perigoso por arritmias cardíacas, shivering e distúrbios eletrolíticos. O uso de aminas vasoativas e o manuseio de disfunções orgânicas específicas também são comentados neste capítulo e cobrem uma deficiência de outros guidelines anteriores.

As alterações pontuais mais importantes foram as seguintes:

– O  A-B-C (airway, breathing, circulation) passou a ser C-A-B, com mais importância para compressão torácica precoce. Isto é tanto para o BLS, tanto para ACLS.

– A manobra “olhar, ouvir e sentir”, no momento da abrir vias aéreas, foi retirado do BLS, porque tomava muito tempo e é complexo para os leigos.

– A compressão torácica deve seguir um ritmo maior que 100 por minuto, ao passo que até 2005 era em torno de 100; quanto mais rápido, maior a chance de retorno a circulação espôntanea.

– Se o socorrista não tiver treinamento para BLS, recomenda-se apenas compressão torácica, já que não será possível ensinar rapidamente como ventilar.

– Não se recomenda mais a pressão na cartilagem cricoide (manobra de Sellick), porque ela atrasa a via aérea definitiva (intubação), embora possa reduzir o volume de material aspirado para os pulmões.

– Recomendação do uso de capnometria/capnografia para evitar hiper ou hipoventilação.

– Maior ênfase nas compressões torácicas, desfibrilação precoce e boa ventilação; drogas, intubação traqueal e métodos alternativos de reanimação são menos importantes.

– Não usar mais atropina no algoritmo de assistolia e atividade elétrica sem pulso.

– Deve-se esperar 72 horas para traçar melhor o prognóstico dos pacientes após PCR, com exame clínico, laboratoriais (biomarcadores) e de imagem (potencial evocado, doppler transcraniano, TC, etc).

Fonte: André Japiassú

 

DIGNIDADE MÉDICA FERIDA

Filed under: Crônicas — lahad @ 5:18 pm
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DIGNIDADE MÉDICA FERIDA

 

“Às vezes é preciso parar e olhar para longe,

para podermos enxergar o que está diante de nós.”
(John Kennedy)

 

Dignidade, segundo Caldas Aulete, significa “qualidade moral que infunde respeito, elevação ou grandeza moral, consciência do próprio valor, autoridade, honra, nobreza”. Durante os anos que estivemos presidente da AMB lutamos denodadamente na defesa da dignidade e do exercício da profissão.

Conseguimos  muito ao longo daqueles anos. Chegamos quase ao desejável e necessário para que todos pudessem falar em dignidade com a cabeça erguida. Ordenamos, disciplinamos e normatizamos o relacionamento entre prestadores de serviços e convênios médicos. Estabelecemos, por direito, nossos honorários mínimos. Valorizamos em termos de representativos, nossas entidades médicas. Buscamos incessantemente conseguir nos serviços públicos melhores condições de trabalho e remuneração condigna, não esquecendo nunca de lutar junto ao poder público pela melhoria da qualidade do ensino médico brasileiro. Foram mais de dez anos de sonhos e conquistas.

E agora, novamente assistimos a classe médica ser espezinhada, vilipendiada e desconsiderada pelos grandes “cartéis” que atuam dentro dos sistemas alternativos de saúde (estatais, seguradores, medicinas de grupo, etc.). Nossas cooperativas, com suas atitudes contestatórias, prestam um grande desserviço aos médicos que lutam pelos seus direitos. Até o Ministério Público, algumas vezes intervém com liminares e outras ações civis públicas, insistindo em não entender que assim procedendo faz o jogo dos que exploram médicos e usuários. Aliás, intermediar a saúde no Brasil que tem seus serviços públicos praticamente falidos é um negócio extremamente lucrativo.

É importante ressaltar que nos últimos 20 anos o número de cursos de medicina triplicou levando o Brasil, hoje com 180 escolas, a ocupar o segundo lugar no ranking mundial perdendo apenas para a Índia.  Mais grave ainda é que essas escolas estão entregando à sociedade brasileira exatamente 15.696 novos médicos, muitos deles completamente despreparados. Os que terminaram seus cursos neste século não chegaram a conhecer o sofrimento e as imposições do passado, por volta do ano de 1983. Ainda eram estudantes ou nem haviam nascido. Quando, no exercício da profissão, em sua  maioria concentrados nas grandes cidades, iludidos  tornam-se presas fáceis destes grandes grupos econômicas da área da saúde. E assim, ainda jovens,  têm já sua dignidade afrontada impiedosamente. Pobre médico que estudou e sacrificou-se durante anos a fim de conseguir seu ideal de aprender a arte de curar para depois ser humilhado tão ostensivamente.

Hoje vemos, com tristeza, os médicos de “joelhos” diante dos compradores de seus serviços pedindo favores, aceitando deles circulares arrogantes e impositivas, recebendo os valores aviltantes – R$40,00 por consulta com validade por 30 dias (???)) – arcando com toda a responsabilidade médica e custo operacional, sem poder opinar nem se defender.  Resumindo um estudo recente que fizemos com a consulta de convênio valendo 42,00 (quarenta e dois reais). O profissional atendendo, no seu consultório particular durante o mês 170 primeiras consultas (revisão o convenio não paga) recebe bruto R$7.140,00. (sete mil cento e quarenta reais). Deduzindo o custo operacional, que vai desde o aluguel do consultório, salários, todas outras despesas internas, impostos municipais e ao final o famigerado IR, o total das despesas para manter o consultório chega a R$ 6.252,52 restando então, como valor líquido por consulta a impressionante quantia de R$5,33 (cinco reais e trinta e três centavos). Essa “maravilha” só é sentida no momento da confecção do IR anual.  O dinheiro imaginário da receita sumiu.

Não podemos acreditar no que estamos assistindo, nem imaginar que seremos novamente subjugados pelos intermediários e mercantilistas da saúde. A atual passividade  médica é algo lastimável e a tendência à submissão aos contratantes estarrecedora.

O que estão fazendo com a dignidade médica, tão duramente resgatada? Onde estão os médicos que durante anos disseram “só trabalhamos pela Tabela da AMB?” e agora aceitam qualquer preço pelo seu trabalho? Passamos a ser os únicos profissionais,  que a nível de convênios, planos de saúde e SUS,  não podem estabelecer valores pelo trabalho que prestam.  O contratante é que faz o preço do serviço que contrata. Um absurdo.

É preciso reagir, lutar e exigir. Afinal, nós somos médicos. Cada um, independentemente das suas condições financeiras atuais, deve participar desta caminhada para preservar nossos princípios e ideais.

Fazemos um apelo para que se Levantem, porque querem fazer dos seus honorários um simples pagamento, uma “gorjeta”; do sacerdócio da sua profissão uma forma mercantil, um negócio; de você um trabalhador comum e submisso;  da sua dignidade um “lixo”.  ………..

 

 Antonio Celso Nunes Nassif, 76, Doutor em Medicina pela UFPR, foi presidente da Associação Médica Brasileira., é Membro da Comissão de Ensino Médico do MEC