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Influenza A H1N1 maio 22, 2010

Filed under: Influenza A H1N1 — lahad @ 2:27 am
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Passo-a-passo
Este Passo-a-passo foi elaborado de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil para o enfrentamento da epidemia de gripe provocada pelo Influenza A H1N1/09. Tais recomendações poderão ser modificadas na próxima temporada de gripe.

DEFINIÇÕES:

Síndrome gripal:

  • Doença aguda (duração máxima de 5 dias)
  • Presença de febre > 38º C
  • Sintomas associados: coriza, tosse, mialgia, adinamia ou dor de garganta. Sintomas gastrintestinais podem estar presentes.
  • Exame físico sem alterações significativas
  • Ausência de diagnósticos alternativos (exemplo: amigdalite bacteriana, otite)

Observação: Na ausência de febre ou apenas febre baixa sem mialgia e/ou sintomas sistêmicos, mesmo com sintomas respiratórios baixos ou altos, deve-se considerar outros diagnósticos.

Síndrome respiratória aguda grave:

  • Síndrome gripal + Dispnéia (pode ser apenas o relato do paciente).

Observação: mesmo que não haja taquipnéia no momento do exame, o simples relato de dispnéia por parte do paciente associada a uma síndrome gripal caracteriza a síndrome respiratória aguda grave.

AVALIAÇÃO:

  • Pesquisar os seguintes fatores de risco:
    • Idade < 2 anos ou > 60 anos;
    • Gestação;
    • Doenças crônicas;
    • Imunodepressão.
  • Questionar sobre a ocorrência de dispnéia.
  • Procurar no exame físico as seguintes alterações de gravidade:
    • Alteração da consciência;
    • Freqüência respiratória > 25 irpm;
    • Hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg e/ou PAD < 60 mmHg);
    • Cianose ou oximetria com SpO2 < 94%
  • Realizar radiografia de tórax nas seguintes situações:
    • Alteração na ausculta respiratória
    • Alterações de gravidade no exame físico
    • Considerar no paciente com fator de risco presente
  • Realizar oximetria nas seguintes situações:
    • Sempre que possível

CONDUTA:

Paciente sem dispnéia, sem alterações de gravidade no exame físico e sem fatores de risco:

  • Tratamento ambulatorial.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

Paciente sem dispnéia, sem alterações de gravidade no exame físico, mas com fator de risco:

  • Tratamento ambulatorial.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
  • Orientação para o paciente retornar para avaliação médica, principalmente se surgir dispnéia.
  • Considerar fortemente o uso do oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias), principalmente para gestantes.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

Paciente com dispnéia (síndrome respiratória aguda grave), sem alterações de gravidade no exame físico e sem fatores de risco:

  • Tratamento ambulatorial.
  • Oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias).
  • Considerar diagnósticos alternativos e necessidade de antibioticoterapia.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
  • Orientação para o paciente retornar para avaliação médica, principalmente se houver agravamento ou persistência da dispnéia.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

Paciente com dispnéia (síndrome respiratória aguda grave), com alterações de gravidade no exame físico e/ou presença de fator de risco:

  • Tratamento hospitalar.
  • Oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias).
  • Considerar fortemente possibilidade de pneumonia bacteriana grave e antibioticoterapia de acordo com diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Considerar fortemente o uso de antimicrobiano, visto que a distinção entre pneumonia viral e bacteriana, do ponto de vista clínico e radiológico, é praticamente impossível.
  • Medidas de precaução no ambiente hospitalar, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.
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