liga acadêmica de diabetes e hipertensão

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Hipertensão janeiro 3, 2009

Filed under: Hipertensão e distúrbios metabólicos — lahad @ 12:00 am

cardiogramaPesquisadores da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, descreveram em estudo publicado no jornal Hypertension os mecanismos moleculares que explicam a relação entre hipertensão e alterações do metabolismo, como a diabetes tipo 2. Os autores afirmam que essa é a primeira vez que uma equipe consegue explicar como a hipertensão arterial se desenvolve e como tratamentos podem reverter essa condição.

Os especialistas em bioengenharia analisaram ratos predispostos a desenvolver hipertensão arterial, os chamados SHR (spontaneously hypertensive rat). Procurando uma causa comum para as diversas alterações metabólicas, os pesquisadores encontraram nesses animais uma atividade anormal de enzimas proteolítcas capaz de provocar a lise de receptores de membrana, incluindo os receptores da insulina. Esse mecanismo impede a ligação da molécula de insulina com a célula, aumentando os níveis de glicose e, conseqüentemente, desenvolvendo resistência insulínica.

Além dos receptores de insulina, outros são clivados. Os receptores presentes nos linfócitos CD18 também são alvos dessas proteases. Isso resulta na incapacidade dessas células do sistema imunológico se ligar aos vasos sanguíneos e não permite que elas alcancem o local da infecção, comprometendo o funcionamento do sistema de defesa.

Utilizado como antibiótico em humanos, a doxaciclilna foi administrada aos SHR devido a sua propriedade de inibir algumas enzimas proteolíticas nas cobaias. Após diversas semanas de ingestão de doxacilclina, os ratos desenvolveram linfócitos CD18 normais, bem como receptores de insulina. As condições metabólicas melhoraram, a pressão arterial se normalizou e os sintomas de imunossupressão desapareceram.

De acordo com os autores, esse estudo indica pela primeira vez que a hipertensão e as disfunções celulares estão intimamente associadas ao desenvolvimento da síndrome metabólica e isso se deve, pelo menos em parte, a um processo enzimático alterado.

Fonte: Hipertension.

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