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BLS / ACLS 2010. O QUE MUDOU ? outubro 31, 2010

Filed under: Sem categoria — lahad @ 5:28 pm
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2010 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care Science Circulation 2010; 122(18): suplemento 3 (2 de novembro de 2010)

Saiu o novo guideline para ressuscitação cardiorrespiratória. Como programado, novas recomendações saem agora em 2010 e parecem a evolução do que já estava parcialmente programado em 2005.

No âmbito da estrutura das recomendações, tudo está muito parecido, mas o capítulo 9 – “Post-Cardiac Arrest Care” é novidade e introduz um novo algoritmo para ser incorporado nos diversos serviços, de emergência ou UTI. Ele inclui cuidados neurológicos, como evitar hiperventilação, fazer reposição volêmica com salina, controlar CO2 com capnografia e induzir hipotermia, principalmente se o paciente permanece irresponsivo após a ressuscitação. Esta última intervenção é muito reforçada durante o texto e parece que chegou para ficar, embora não seja fácil de induzir em muitos pacientes.

 Aliás, recomenda-se protocolo específico para hipotermia, porque induzir é difícil, mas reverter após 24 a 48 horas é perigoso por arritmias cardíacas, shivering e distúrbios eletrolíticos. O uso de aminas vasoativas e o manuseio de disfunções orgânicas específicas também são comentados neste capítulo e cobrem uma deficiência de outros guidelines anteriores.

As alterações pontuais mais importantes foram as seguintes:

– O  A-B-C (airway, breathing, circulation) passou a ser C-A-B, com mais importância para compressão torácica precoce. Isto é tanto para o BLS, tanto para ACLS.

– A manobra “olhar, ouvir e sentir”, no momento da abrir vias aéreas, foi retirado do BLS, porque tomava muito tempo e é complexo para os leigos.

– A compressão torácica deve seguir um ritmo maior que 100 por minuto, ao passo que até 2005 era em torno de 100; quanto mais rápido, maior a chance de retorno a circulação espôntanea.

– Se o socorrista não tiver treinamento para BLS, recomenda-se apenas compressão torácica, já que não será possível ensinar rapidamente como ventilar.

– Não se recomenda mais a pressão na cartilagem cricoide (manobra de Sellick), porque ela atrasa a via aérea definitiva (intubação), embora possa reduzir o volume de material aspirado para os pulmões.

– Recomendação do uso de capnometria/capnografia para evitar hiper ou hipoventilação.

– Maior ênfase nas compressões torácicas, desfibrilação precoce e boa ventilação; drogas, intubação traqueal e métodos alternativos de reanimação são menos importantes.

– Não usar mais atropina no algoritmo de assistolia e atividade elétrica sem pulso.

– Deve-se esperar 72 horas para traçar melhor o prognóstico dos pacientes após PCR, com exame clínico, laboratoriais (biomarcadores) e de imagem (potencial evocado, doppler transcraniano, TC, etc).

Fonte: André Japiassú

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2 Responses to “BLS / ACLS 2010. O QUE MUDOU ?”

  1. Carlos Says:

    Como já foi dito em outro site, em nenhum momento ACLS contraindica o uso de atropina na AESP/assistolia, só indica que não há evidencias comprovadas do seu beneficio. A tendencia é abandoná-la, mas o uso não está contra-indicado.

  2. rodrigo galhego Says:

    olá Dr. André. será que poderia me enviar por email ( rgalhego@hotmail.com ) o acls 2010 completo? não estou conseguindo encontrar. obrigado.


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