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Trate sua Carreira como um Paciente – Parte II julho 14, 2010

Filed under: Sem categoria — lahad @ 9:29 pm

Neste artigo, que é continuação do primeiro (Trate sua Carreira como um Paciente – Parte I) abordaremos as três fases finais da “brincadeira” que é tratar você mesmo e sua carreira como um paciente. Acreditamos que este exercício pode ajudá-lo a compreender que perguntas devem ser feitas para orientar suas decisões e escolhas profissionais, que se iniciam enquanto você é um estudante de medicina.

Neste artigo vamos abordar as seguintes fases: 4) o prognóstico e as recomendações; 5) o tratamento; e 6) o acompanhamento. No artigo anterior abordamos as três primeiras etapas, sendo: 1) o contato inicial com o paciente; 2) a anamnese física e o histórico do paciente; e 3) os exames complementares. Se você ainda não leu o primeiro, sugerimos que você o faça antes de ler este.

PROGNÓSTICO E RECOMENDAÇÃO

Se você trabalhou bem na “anamnese” e avaliação dos “exames”, o prognóstico é automático, fácil e livre de dúvidas. Se você fez as perguntas certas e as respondeu sinceramente, embasou sua escolha com uma boa pesquisa e bastante vivência prática, você pode escolher sua carreira confortavelmente, mas não antes do último teste.

A última checagem deve ser feita novamente a partir da primeira pergunta de todas. Estetoscópio na mão, ouvindo o coração. Depois de tantas análises, você está em paz com o que escolheu? Além do argumento racional, sua escolha tem “sentido emocional”? É confortável a sensação de se dedicar à sua escolha por muitos e muitos anos a partir de hoje? Se as respostas forem “Sim”, o prognóstico está confirmado.

A recomendação também deve ser simples. A partir da carreira escolhida, o que deve ser feito? Onde buscar o conhecimento complementar? Quais as bases de relacionamento e informação que devem ser cultivadas? O que tenho de favorável e em que devo melhorar a partir de minha escolha? Toda escolha traz consigo a responsabilidade. É fundamental assumir sua carreira tão logo a decisão seja tomada, pois escolher é apenas o primeiro passo de uma longa jornada.

TRATAMENTO

Sua carreira médica em fase de “tratamento” deve ser similar ao tratamento de seus pacientes. Conforme o que você definiu e recomendou, o tratamento só se confirma se o paciente seguir à risca todas as prescrições e recomendações.

Transferindo o raciocínio para a realidade profissional, você pode escrever uma “auto-receita” em relação à evolução de sua carreira. A receita neste caso é seu plano de ação, que contempla atividades e tarefas que necessitam ser cumpridas, dentro de um prazo estabelecido, da mesma maneira que o paciente deve tomar uma medicação com determinada duração e freqüência. Seguem alguns conteúdos que podem ser considerados na composição desta “receita”:

  • Necessidade de formação complementar (listar cursos, custos e prazos);
  • Decisão para início da atividade (abrir consultório ou trabalhar como contratado, desde quando e por quanto tempo);
  • Necessidade de investimento em estrutura e equipamentos (valor e meios de financiamento, opções de sociedade);
  • Plano de relacionamento (com colegas e pacientes);
  • Objetivos globais e momentos de checagem (estou realizando o esperado no tempo previsto?).

Uma vez definido seu plano de ação, coloque-se no lugar do paciente: Se você seguir a prescrição como o médico recomendou, deve provavelmente melhorar. Se esquecer a receita na gaveta, não comprar ou não tomar a medicação no momento recomendado, ninguém pode garantir seu restabelecimento. A maneira como você escolhe tratar seu plano de ação ou seus objetivos é diretamente proporcional a seu grau de sucesso na carreira.

ACOMPANHAMENTO

Durante e após o tratamento, é recomendável que o médico acompanhe a evolução do paciente, para confirmar a eficácia do tratamento escolhido ou recomendar ações corretivas. Isto significa, em relação à sua carreira, que é sempre bom checar, de tempos em tempos, como anda sua evolução profissional e sua realização pessoal, ajustando sempre o que for necessário.

Uma checagem é profissional, perante seus objetivos estabelecidos no tempo. Estou atingindo? Em que área é mais fácil? Eu estou superando as metas? Onde tenho mais dificuldades? Humildade é fundamental também para reconhecer limitações. Lembre-se que os objetivos são apenas suas referências, não podem ser sua “prisão”. Não há nada de errado em ajustar as metas usando mais tempo ou atingindo objetivos mais amenos, se necessário.

A outra checagem é pessoal, e você já deve ter percebido qual é. Estetoscópio na mão, ouvindo o seu coração. Se você puder, ouça-o hoje, amanhã, daqui a dez, vinte, cinqüenta anos. Sempre pergunte se você está vivendo de maneira significativa, se vale a pena ser quem você é e fazer o que você faz. Cuide sempre com este carinho e atenção de você mesmo, como se fosse seu próprio paciente. Assim será quase impossível sua carreira não se transformar em um tremendo sucesso.

José Romero Neto é um ser humano igual a qualquer outro, consultor de empresas, palestrante e sócio diretor da Chama Azul Business Care

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