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Cosmético em forma de bebida e bala julho 14, 2010

Filed under: Sem categoria — lahad @ 9:46 pm
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Cosméticos em forma de bebida e bala

Beauty Drinks. Foto: divulgação.

Já imaginou comer uma bala ou beber algo que sirva como uma espécie de cosmético. Pois é, a ideia de tratar da beleza de dentro para fora foi o que inspirou a linha de cosméticos criada por Cristiana Arcangeli.
A linha tem dois produtos com diversos sabores cada: ‘Beauty Drink’ e a ‘Beauty Candy’.
A Beauty Drink vem com uma tampa chamada twist cap, um mecanismo que concentra todos os ativos da bebida dentro da tampa, separando-os 100% da água. Ao girar a tampa, o pó concentrado cai na água, se dissolve e se transforma no beauty drink. De acordo com a marca, esse processo garante uma fórmula 100% livre de conservantes, além de ter zero açúcar, zero gordura.
Ao todo são oito sabores, cada um deles com diversas funções. Além disso, quatro deles tem efeitos imediatos e os outros quatro cumulativos. Ainda de acordo com a marca, a bebida pode ser consumida diariamente, sem contra-indicações, desde que sejam observadas as instruções de uso. Confira os sabores e alguns dos benefícios prometidos por seus ingredientes:
Sabor pepino, limão e aloe vera – para purificar, boa aliada no combate a ressaca porque contém antioxidantes que auxiliam na recuperação do organismo após o desgaste de festas, poucas horas de sono e consumo de bebidas alcoólicas.
Sabor laranja, tangerina, acerola e guaraná – rica em cafeína e promove ação estimulante e revigorante.
Sabor nectarina e chá vermelho – revitaliza o funcionamento do cérebro e ajuda a reduzir as alterações decorrentes da idade, como a perda de memória.
Sabor amora, maracujá, limão e capim-santo – acalma, diminui a ansiedade. Possuem ação antioxidante, aumenta a hidratação da pele e a produção de colágeno.
Sabor pera, chá verde e água de coco – ideal para a hidratação do organismo. É diurético, livre de gordura e ajuda no funcionamento do intestino. Dá resistência e elasticidade da pele.
Sabor framboesa, açaí e blueberry – garante a hidratação e previne a degeneração muscular relacionada à idade. Promove a divisão das células, importante para a recuperação e a renovação de tecidos, como ossos, pele e cabelo.
Sabor lichia e chá branco – Agente antienvelhecimento e melhora a hidratação da pele. Ajuda na formação da queratina o que promove unhas fortes e saudáveis.
Sabor hibiscus, açaí & uva – ajuda no combate ao envelhecimento.

Cada beauty drink possui 340 ml e deve ser bebido gelado e instantaneamente. O preço médio da garrafa é R$ 7.

Beauty Candies
Se você não curtiu as bebidas, que tal tentar uma bala? Feitas a base de colágeno elas possuem nutrientes e vitaminas. Tem zero gordura, conservantes e sódio. As balas têm formato de ‘mini ursos’ e, por apresentar zero açúcar, podem ser consumidas no intervalo das refeições, como um cuidado adicional à beleza.
São quatro sabores, confira alguns dos benefícios prometidos pelos ingredientes de cada uma delas:

Cosméticos em forma de bebida e bala

Sabor laranja & colágeno – promove sensação de saciedade e evita a perda de água pela transpiração. Além disso, auxilia na saúde da pele e dos cabelos. Melhora ainda a textura da pele.
Sabor framboesa & colágeno – promove sensação de saciedade. Protege a pele e os cabelos de agressões externas, além de prevenir contra os danos causados pela exposição ao sol. Aumenta a resistência do corpo a infecções.
Sabor limão & colágeno – ajuda na estruturação dos tecidos como pele, ossos e cartilagens dando resistência e elasticidade. Promove sensação de saciedade. Auxilia visão, saúde dos ossos, pele, cabelos e sistema imunológico.
Sabor morango & colágeno – Protege contra os danos causados pelos radicais livres e protege a pele contra a ação do tempo. Cuida ainda dos cabelos, além de prevenir contra os danos causados pela exposição ao sol.

As beauty candy vêm em embalagens de 150 gramas, com média de 80 balas por pacote, e são vendidas ao preço médio de R$ 18.
Todos os produtos já podem ser encontrados nos principais supermercados, farmácias e academias de São Paulo, além de um corner da marca no shopping Iguatemi. É possível ainda comprar pelo site www.beautyin.net.br

 

Cápsulas de hidrogel – uma nova arma contra a obesidade?

Filed under: Sem categoria — lahad @ 9:35 pm
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Um novo hidrogel, facilmente absorvido pelo aparelho digestivo e tomado sob a  forma de cápsulas, induz a sensação de saciedade, além de ser bem tolerado em indivíduos com peso normal, sobrepeso e obesidade, dizem pesquisadores de Boston (Estados Unidos).

Os pacientes que tomaram este novo composto, chamado de Attiva, sentiram-se significativamente mais saciados após as refeições, quando comparados com indivíduos que  tomaram cápsulas contendo placebo.

“Durante anos, um dos objetivos mais importantes no tratamento da obesidades tem sido o desenvolvimento de tratamentos efetivos, sem efeitos colaterais significativos e menos invasivos que as opções atuais”, disse o Dr. Hassan Heshmati, inventor do produto.

O Attiva é altamente absorvível.É um hidrogel biodegradável feito a partir de “componentes alimentares”. As pequenas partículas esféricas que compõem o Attiva incham dentro do estômago, causando uma sensação de saciedade pouco depois de ser ingerido com um copo de água.

Fonte:American Association of Clinical Endocrinologists meeting.

 

Trate sua Carreira como um Paciente – Parte II

Filed under: Sem categoria — lahad @ 9:29 pm

Neste artigo, que é continuação do primeiro (Trate sua Carreira como um Paciente – Parte I) abordaremos as três fases finais da “brincadeira” que é tratar você mesmo e sua carreira como um paciente. Acreditamos que este exercício pode ajudá-lo a compreender que perguntas devem ser feitas para orientar suas decisões e escolhas profissionais, que se iniciam enquanto você é um estudante de medicina.

Neste artigo vamos abordar as seguintes fases: 4) o prognóstico e as recomendações; 5) o tratamento; e 6) o acompanhamento. No artigo anterior abordamos as três primeiras etapas, sendo: 1) o contato inicial com o paciente; 2) a anamnese física e o histórico do paciente; e 3) os exames complementares. Se você ainda não leu o primeiro, sugerimos que você o faça antes de ler este.

PROGNÓSTICO E RECOMENDAÇÃO

Se você trabalhou bem na “anamnese” e avaliação dos “exames”, o prognóstico é automático, fácil e livre de dúvidas. Se você fez as perguntas certas e as respondeu sinceramente, embasou sua escolha com uma boa pesquisa e bastante vivência prática, você pode escolher sua carreira confortavelmente, mas não antes do último teste.

A última checagem deve ser feita novamente a partir da primeira pergunta de todas. Estetoscópio na mão, ouvindo o coração. Depois de tantas análises, você está em paz com o que escolheu? Além do argumento racional, sua escolha tem “sentido emocional”? É confortável a sensação de se dedicar à sua escolha por muitos e muitos anos a partir de hoje? Se as respostas forem “Sim”, o prognóstico está confirmado.

A recomendação também deve ser simples. A partir da carreira escolhida, o que deve ser feito? Onde buscar o conhecimento complementar? Quais as bases de relacionamento e informação que devem ser cultivadas? O que tenho de favorável e em que devo melhorar a partir de minha escolha? Toda escolha traz consigo a responsabilidade. É fundamental assumir sua carreira tão logo a decisão seja tomada, pois escolher é apenas o primeiro passo de uma longa jornada.

TRATAMENTO

Sua carreira médica em fase de “tratamento” deve ser similar ao tratamento de seus pacientes. Conforme o que você definiu e recomendou, o tratamento só se confirma se o paciente seguir à risca todas as prescrições e recomendações.

Transferindo o raciocínio para a realidade profissional, você pode escrever uma “auto-receita” em relação à evolução de sua carreira. A receita neste caso é seu plano de ação, que contempla atividades e tarefas que necessitam ser cumpridas, dentro de um prazo estabelecido, da mesma maneira que o paciente deve tomar uma medicação com determinada duração e freqüência. Seguem alguns conteúdos que podem ser considerados na composição desta “receita”:

  • Necessidade de formação complementar (listar cursos, custos e prazos);
  • Decisão para início da atividade (abrir consultório ou trabalhar como contratado, desde quando e por quanto tempo);
  • Necessidade de investimento em estrutura e equipamentos (valor e meios de financiamento, opções de sociedade);
  • Plano de relacionamento (com colegas e pacientes);
  • Objetivos globais e momentos de checagem (estou realizando o esperado no tempo previsto?).

Uma vez definido seu plano de ação, coloque-se no lugar do paciente: Se você seguir a prescrição como o médico recomendou, deve provavelmente melhorar. Se esquecer a receita na gaveta, não comprar ou não tomar a medicação no momento recomendado, ninguém pode garantir seu restabelecimento. A maneira como você escolhe tratar seu plano de ação ou seus objetivos é diretamente proporcional a seu grau de sucesso na carreira.

ACOMPANHAMENTO

Durante e após o tratamento, é recomendável que o médico acompanhe a evolução do paciente, para confirmar a eficácia do tratamento escolhido ou recomendar ações corretivas. Isto significa, em relação à sua carreira, que é sempre bom checar, de tempos em tempos, como anda sua evolução profissional e sua realização pessoal, ajustando sempre o que for necessário.

Uma checagem é profissional, perante seus objetivos estabelecidos no tempo. Estou atingindo? Em que área é mais fácil? Eu estou superando as metas? Onde tenho mais dificuldades? Humildade é fundamental também para reconhecer limitações. Lembre-se que os objetivos são apenas suas referências, não podem ser sua “prisão”. Não há nada de errado em ajustar as metas usando mais tempo ou atingindo objetivos mais amenos, se necessário.

A outra checagem é pessoal, e você já deve ter percebido qual é. Estetoscópio na mão, ouvindo o seu coração. Se você puder, ouça-o hoje, amanhã, daqui a dez, vinte, cinqüenta anos. Sempre pergunte se você está vivendo de maneira significativa, se vale a pena ser quem você é e fazer o que você faz. Cuide sempre com este carinho e atenção de você mesmo, como se fosse seu próprio paciente. Assim será quase impossível sua carreira não se transformar em um tremendo sucesso.

José Romero Neto é um ser humano igual a qualquer outro, consultor de empresas, palestrante e sócio diretor da Chama Azul Business Care

 

Trate sua Carreira como um Paciente – Parte I

Filed under: Sem categoria — lahad @ 9:05 pm
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Como estudante, durante esta fase de preparação e desenvolvimento profissional, você certamente tem muitas vezes ouvido falar da importância fundamental da atenção, preocupação, foco e cuidado com o paciente, independente da especialidade médica. É o que podemos chamar de uma “obsessão saudável”: quanto mais você concentra sua atenção no paciente e em suas necessidades, maior o grau de acerto em seu diagnóstico e maior a probabilidade de recuperação e cura. O bom médico, como sabemos, é aquele que melhor detecta, diagnostica, entende, age e recomenda a partir de seu foco natural no paciente.

Sabemos que muitos médicos e estudantes de medicina têm de fato esta preocupação, com grande foco no paciente. Porém, não é raro notar que uma parte significativa destes mesmos médicos e estudantes acabam muitas vezes descontentes e frustrados com o dia-a-dia de sua prática, ao longo do tempo. Para que este não seja o seu caso, existem providências e exercícios simples que podem ajudar a minimizar estas dificuldades futuras, começando pela escolha e acompanhamento de sua carreira.

Você pode ser um ótimo estudante e tornar-se um ótimo médico, mas normalmente não é um especialista em cuidar de sua própria carreira. Isto é natural, uma vez que não é uma matéria normalmente ensinada na faculdade, no consultório ou no hospital; você não é obrigado a saber. Mas, então, se cuidar da carreira é importante, que fazer? Nossa sugestão é praticar um exercício de inversão de papéis, aproveitando aquilo que você sabe melhor e colocando todo este talento também a serviço de sua carreira e de seu futuro. Imagine, só por brincadeira, que você e sua carreira são seu próprio paciente. Como você trataria este paciente tão especial? Quais perguntas faria? Que etapas deveria cumprir para garantir o melhor diagnóstico, o melhor prognóstico e a maior chance de cura? É o que procuramos responder a seguir, tratando sua carreira a partir das etapas habituais da relação médico-paciente. Neste artigo vamos abordar as três primeiras etapas, sendo: 1) o contato inicial com o paciente; 2) a anamnese física e o histórico do paciente; e 3) os exames complementares. Em um segundo artigo abordaremos as três fases seguintes, que são: 4) o prognóstico e as recomendações; 5) o tratamento; e 6) o acompanhamento.

CONTATO INICIAL COM O PACIENTE

É assim que o paciente fica sabendo que existe aquele médico ou especialista, capacitado para atendê-lo em sua necessidade. Como o paciente fica sabendo a respeito do médico? Como estar disponível e fazer com que o paciente saiba disto?

Pensando em sua carreira, que fontes de informação você usa? Que revistas, publicações, livros e sites você utiliza para informar-se acerca das especialidades médicas e auxiliar sua escolha? Você conversa com médicos das especialidades pelas quais se interessa para saber sua opinião? Você procura informações estatísticas sobre as áreas médicas de maior demanda? Estuda a necessidade em diferentes regiões geográficas? Está a par das novidades tecnológicas que podem influir em sua prática? Todas estas informações são o primeiro contato e as primeiras referências de suas opções de carreira, que podem ajudar muito suas escolhas.

ANAMNESE FÍSICA E HISTÓRICO DO PACIENTE

Após o paciente ter acesso ao médico, inicia-se a segunda grande fase da relação, que é a anamnese e o levantamento do histórico do paciente. É desnecessário reforçar a importância de uma anamnese bem feita para o sucesso posterior de qualquer recomendação. Da mesma maneira, a “anamnese” de sua carreira é a chave de seu futuro profissional.

Muito bem, tudo a postos, estetoscópio na mão, pronto para o primeiro e mais fundamental procedimento desta fase: escutar seu coração. Desligue por alguns minutos o medo do futuro, desligue o pessimismo e desligue todas as chances que você acha que tem de dar errado. Pergunte sinceramente a seu coração o que você mais adoraria fazer todos os dias, por muitos e muitos anos. Nesta fase, não deixe o julgamento e a crítica tirarem o poder de sua escolha. Mesmo que seja a escolha mais romântica, imatura e sem chances de sucesso, é seu coração que está falando e ele deve ser ouvido.

Se esta primeira fase da anamnese for bem sucedida, é mais fácil passar para as demais. Aqui você começa a analisar a dica de seu coração perante a realidade. É a hora de listar vantagens e desvantagens de sua escolha e decidir se está disposto a encarar o desafio. Fiz uma escolha viável? Minhas habilidades são adequadas à minha escolha? Posso sustentar minha vida a partir do caminho escolhido? Vou ter muitos concorrentes? Onde é a melhor residência? Converse novamente com suas referências. Procure casos de sucesso em especialidades similares à que você deseja e descubra o que deve ser feito. Aqui podem surgir também outras possibilidades; você não precisa ter a decisão definitiva imediata. É saudável terminar a fase de anamnese com duas ou três “possibilidades de carreira”, da mesma maneira que muitas vezes o médico termina esta fase com dois ou três “possíveis diagnósticos”.

EXAMES COMPLEMENTARES

Como numa consulta, muitas vezes a anamnese básica não é suficiente para todas as respostas procuradas. É o momento de pedir exames complementares. Similarmente, dedique todo o tempo e esforço necessário para garantir uma decisão de carreira tranqüila.

Nesta fase, as “possibilidades de carreira” podem ser analisadas mais a fundo. Vá conhecer, visitar e conversar com especialistas de suas áreas escolhidas. Pense a fundo em cada uma delas, como deve ser seu dia-a-dia. A sua escolha tem um perfil de hospital, clínica ou consultório (ou de ambos)? Qual delas envolve maior investimento (não só instalações/ equipamentos, mas formação também) inicial? Qual delas tem o mercado mais favorável? Em qual você se sente mais à vontade para trabalhar? Qual tem maior probabilidade/ velocidade de retorno? Existem referências em sua biografia (família/ amigos/ relacionamentos) que favoreçam alguma especialidade?

A partir destas perguntas, sua escolha deve ser “afunilada” até a resposta final.

José Romero Neto é um ser humano igual a qualquer outro, consultor de empresas, palestrante e sócio diretor da Chama Azul Business Care.

 

Três Perfis de um Estudante de Medicina

Filed under: Sem categoria — lahad @ 12:00 am
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Um dos principais pré-requisitos para o desenvolvimento e melhora das ações de uma pessoa ou profissional é o conhecimento de si mesmo, de seus pontos fortes e fracos. Existem diversas ferramentas que auxiliam este conhecimento. Uma delas é a análise de perfil de comportamento. Nós podemos classificar o estudante de medicina em pelo menos 3 perfis, os quais denominamos Perfis de Motivação e Consciência. Estes perfis foram desenhados a partir das observações do comportamento e comentários de estudantes de medicina e profissionais formados. Não foram utilizados critérios científicos, como metodologia específica, coleta padronizada e estatística para sua definição. Entretanto, vieram das percepções extraídas de diversos contatos e observações com este público, sendo seu único objetivo incentivar uma reflexão crítica.

Os três perfis mais claros que encontramos foram denominados de: 1) Desacreditado; 2) Sonhador; e 3) Realista.

O Desacreditado é aquele estudante que vê, desde seus primeiros anos de faculdade, que o mercado não é justo com o médico. Para se defender disto, acredita que é preciso investir fortemente em sua imagem, já que este é o principal elemento de sucesso, ou seja, o que os pacientes efetivamente valorizam. Suas escolhas e ações são basicamente direcionadas para atingir o que parece ser o melhor para si mesmo, particularmente em termos de resultados. Sua motivação principal é ser reconhecido, fazendo com que seu comportamento seja fortemente direcionado para o que imagina que é valorizado, dando menos atenção e foco ao que realmente sente e gosta de fazer. O foco da saúde e bem estar do paciente, muito embora não seja nele consciente, está em segundo plano. Isto é muitas vezes substituído pelo entendimento de que se precisa fazer aquilo que satisfaz, e menos dar o seu melhor. Normalmente esta pessoa passou por situações frustrantes, onde não se sentiu valorizado ao dar o seu melhor, leia-se atuar com o coração.

O Sonhador é aquele estudante que imagina uma situação idealizada, perfeita, e que a realidade deveria ser aquela imaginada por ele. Também acha que o mercado está errado e não valoriza o médico e nem a saúde. Acredita possuir uma solução para tudo, julgando errado tudo e todos que estão contrários às suas idéias. O paciente é valorizado, mas de uma forma idealizada, ou seja, em uma posição distante do sentimento do profissional. O paciente precisa de todos os cuidados, mas deve se comportar de uma determinada maneira, caso contrário está errado. Sonha com um modelo específico, acreditando que só haverá saúde para todos quando este modelo for a realidade.

O Realista, pelo próprio nome, é aquele que aceita a situação existente, buscando mais dados sobre tudo o que acontece. Vê que o mercado está difícil, mas percebe que isto não é só para os médicos e sim para todos os profissionais. Não culpa o paciente, os sistemas pagadores ou quem quer que seja. Analisa a situação a partir de dados concretos e busca uma solução com os recursos existentes. Tem clareza da importância tanto da satisfação do paciente quando da intenção, sinceridade e transparência nos cuidados à saúde. O paciente está em primeiro lugar, mas sabe que é preciso combinar outras variáveis, como uma boa gestão profissional, para atingir o sucesso.

Os dois primeiros perfis têm uma certa resistência em assumir responsabilidades. O primeiro quer entrar no que entende ser um “esquema de sucesso”. O segundo acha que, por acreditar ter boas intenções, ele está certo e todos os outros (como a realidade) estão errados. Ambos não juntam todas as peças da realidade e acabam não assumindo a responsabilidade de fazer acontecer da maneira certa, embora as variáveis externas não sejam como desejam. E fica difícil ocorrer um real aprendizado e mudança sem assumir a responsabilidade.

O terceiro perfil é o que mais assume responsabilidade, pois aceita a realidade sem deixar de entender a sua capacidade, mesmo que limitada, de mudança desta situação.

È importante observar que ninguém é apenas um destes tipos. Estes três perfis coexistem dentro de cada um dos estudantes. A combinação destes perfis, e a predominância de um deles, é que determinará a atitude a ser tomada.

A coragem e a humildade são dois elementos fundamentais para a realização de um sincero autodiagnóstico, o que permite uma postura/atitude de busca de mudança e construção de um atuar melhor. Entendemos que o terceiro perfil deve ser perseguido por todos. E é o que pode trazer um efetivo sucesso ao estudante e futuro profissional, tanto material quanto moral/ético.

Este é o nosso primeiro artigo focando temas de gestão que buscam auxiliar a carreira de um estudante de medicina. Gostaríamos de receber suas críticas e sugestões, bem como temas de interesse a serem abordados.

Eduardo Elias Farah é doutor em administração pela EAESP/FGV e sócio da Chama Azul Business Care, empresa especializada em gestão na área de saúde