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Dispositivos inalatórios julho 31, 2010

Filed under: Dispositivos inalatórios — lahad @ 11:31 pm
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Para não acontecer o que aconteceu com a paciente do Dr House, vale a pena perder um pouco mais de tempo na consulta ao ensinar nossos pacientes a utilizar as medicações inalatórias.

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Veja os vídeos produzidos pela pneumologia da USP:

Fonte :MDBLOGGER

 

VALOR LÍQUIDO DE UMA CONSULTA DE CONVÊNIO

Filed under: Sem categoria — lahad @ 11:01 pm
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VALOR LÍQUIDO DE UMA CONSULTA DE CONVÊNIO

Atualizado para 2010

  

  ANTONIO CELSO NUNES NASSIF

  

Com este artigo, pretendemos analisar economicamente a situação dos médicos que atendem em seus consultórios particulares, pacientes dos diversos tipos de convênios e planos de saúde.

Desta forma, pela análise e resultado final do estudo, cada médico poderá fazer seu próprio julgamento da validade do sistema.

Levaremos em conta, de forma imaginária, um médico que exerça a profissão em consultório alugado, com duas salas e banheiro, em prédio de condomínio, possua todo o equipamento necessário à sua especialidade, tenha telefone, uma recepcionista, faxineira, mobiliário completo para recepção e arquivos.  Que trabalhe 4 (quatro) horas diárias, atendendo exclusivamente pacientes de convênios e/ou planos de saúde.

Neste caso, as consultas eletivas têm um limite máximo, equivalendo a R$42,00, bem abaixo do proposto pela CHBPM elaborada pelas entidades médicas nacionais. Vamos considerar uma receita resultante do atendimento em torno de 170 pacientes / mês, podendo variar para mais ou para menos em função das condições essenciais para a receita, cujos pontos principais relacionamos abaixo. 

As despesas serão calculadas dentro de limites mínimos. Com a inflação baixa nos últimos cinco anos e mantida sob controle, elas deveriam ter permanecido mais ou menos estáveis, mas, infelizmente isto não ocorreu em vários itens. Desta forma irão alterar significativamente o custo operacional.

Com base nestes dados, pretendemos estabelecer o valor líquido e atualizado, de uma consulta eletiva para convênios.

  • RECEITA:

 

Atendimento médio mensal: ………………….   170 primeiras-consultas/mês

Valor global:  170 consultas x R$42,00 = R$7.140,00        

  

Receita mensal bruta ……………………………………………R$7.140,00

  

  

  • Condições essenciais para a receita (as principais):

 

1 – Receber a totalidade dos pacientes/mês. Reconsulta no mesmo mês

       o convênio não remunera.

2 – Não ficar doente, não faltar ao trabalho, nem acontecer feriados nos 22 dias

      úteis do mês.

3 – Não chover no horário de trabalho de forma a impedir a vinda dos pacientes.

4 – Não atender emergências fora do consultório durante o expediente normal

      de consultas.

5 – Não tirar férias.

Despesas mensais  R$
 01 – Aluguel do consultório       900,00
 02 – Salário da secretária (dois salários da categoria)    1.080,00
 03 – Salário da faxineira (um salário da categoria)        522,00
        3.1- Vale alimentação       220,00
        3.2 – Insalubridade       102,00
        3.3 – Vale transporte (líquido)       168,00
 04 – Férias / FGTS / INSS /13. salário = (59,73% mês)    1.022,00
 05 – Condomínio (incluindo água).       280,00
 06 – Telefone, energia elétrica.          140,00
 07 – Material de consumo médico: gaze, algodão, álcool, etc.         90,00
 08 – Material de limpeza: cera, sabão, aspirador, etc.         70,00
 09 – INSS-Autonomo = 11% s/teto        375,81
 10 – I.P.T.U -mensal.          50,00
 11 – Depreciação dos equipamentos – 1/12 (s/ R$10.000,oo)          83,50
 12 – CRM + Ass.Médica. + Sind. Médico. + Soc.Espec. (mensal)                     95,00
 13 – Despesas de locomoção própria (média-08 litros diários)           510,00
 14 – Despesas diversas           180,00
                                                          Total das despesas mensais   R$   5.888,31
   
       
 

BALANÇO          
Receita mensal 7.140,00   SALDO:    
Despesas e custo operacional 5.881,31   R$907,48 :- 170 =  R$5,33   
                               Saldo 1.251,69
 
   
   
Receita líquida 1.251,69                           Valor líquido  unitário recebido  por  consulta
IR sobre Receita líquida – 27,5% 344,21     R$5,33  
  Saldo final 907,48
 
         
 

CONCLUSÃO: O resultado final deste estudo mostra que a situação piorou em relação aos anos anteriores. É preocupante e desalentador.  Ainda mais, se os valores das consultas eletivas pagas forem inferiores aos R$42,00, então o problema fica mais sério e os cálculos devem ser refeitos. Na verdade, o que se ganha hoje, atendendo ao sistema de convênios e planos de saúde é uma ilusão financeira, só percebida quando da declaração do imposto de renda.

Por outro lado, o sistema vigente continua representando um negócio extremamente lucrativo para as empresas contratantes. Isto porque, além de tudo que foi demonstrado, deve-se considerar que o médico credenciado (ou referenciado) não é um trabalhador comum, pois, não tem vínculo empregatício, direito a férias, 13º salário, vale transporte, assistência médica, auxilio doença, licença para quaisquer fins, aposentadoria, nem mesmo a segurança no trabalho. A qualquer momento pode ser descredenciado (ou desreferenciado) e não há como reclamar.

Raras são as operadoras que adotam a CBHPM. Assim, pode-se dizer, com tristeza, que se mantém legalizado ao longo do tempo um fato inusitado e inaceitável: aquele que contrata define os valores a serem pagos para os prestadores de serviços. Desta forma, é de se antever um futuro sombrio quanto à qualidade dos serviços prestados e a permanência no sistema dos profissionais mais qualificados.

ANTONIO CELSO NUNES NASSIF, doutor em medicina pela UFPR, foi presidente da Associação Médica Brasileira         Curitiba – Paraná 

 
   
   
    
      
     
      
        
               
    
    
                                                      
   
    
   
     
     
        
              
    
      
         
          
          
   
   
          
                
        
       
                                                           
 

Residência Médica julho 26, 2010

Filed under: residencia médica — lahad @ 12:44 am
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Dedicação e perseverança são os pré-requisitos do curso de Residência Médica (RM). A especialização é considerada o padrão-ouro para a inserção de novos médicos na profissão, por ser um treinamento prático com supervisão de profissionais mais experientes. Durante essa fase, o médico residente tem a oportunidade de praticar o conteúdo da graduação e de obter experiência, com reconhecimento mundial. Contudo, também neste período, é necessário abdicar de atividades e adiar planos, devido à grande exigência nos estudos e à escassez de tempo.

Instituída no Brasil em 1977, a RM é reconhecida pelo Ministério da Educação como pós-graduação, em caráter lato sensu. Embora haja outros cursos de especialização, eles não oferecem ao profissional o mesmo reconhecimento que o título de RM. Esses outros cursos, semelhantes à residência, não permitem ao médico obter o registro de especialista juntamente aos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), tampouco acessar a pontuação em alguns concursos públicos.

A duração do curso de RM depende da especialidade e pode ser de dois a cinco anos, como são os casos de acupuntura e neurocirurgia, respectivamente. A carga horária prevista na lei 6.932 é de 60 horas semanais, incluídas 24 horas de plantão.

Neste período, considerado de extrema importância para o crescimento profissional do médico, deve haver grande preparo físico e psicológico, além de persistência e muito estudo. Raquel Volpato Bedone, 25 anos, residente de Clínica Médica, acredita ser necessário maior empenho dos residentes de medicina do que de especialistas de outras áreas. “Há disciplinas que exigem mais, como pronto-socorro, e outras que são mais tranquilas, como enfermaria. Mas, sem dúvida, a residência é muito mais difícil do que especialidades de outras profissões. Tenho um irmão advogado e outro engenheiro e sei que eles se dedicam aos estudos com maior flexibilidade”.

Apesar de não ser obrigatória para o exercício da profissão, é durante a residência que o médico, recém-aprovado no internato, adquire mais segurança e experiência. A responsabilidade nessa etapa é maior do que na graduação, pois o profissional já tem registro no CRM e autonomia para prescrever, além de acompanhar o progresso dos pacientes. De acordo com a secretária executiva da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), Maria do Patrocínio Tenório Nunes, a rotina de um residente é variável. “O treinamento varia de acordo com o programa que ele cumpre. Mas o trabalho é prático, prestando serviço à população, sob supervisão. De 10 a 20% do tempo devem ser destinados à atividade de reflexão teórica, fundamental para o embasamento e a atualização de condutas e procedimentos, bem como de ética e bioética”.

Além da responsabilidade de estudar e praticar a teoria durante a semana, os residentes, muitas vezes, precisam fazer horas extras de trabalho devido à demanda de serviço ou à necessidade de complementar a renda. “O valor da bolsa-residência, no Brasil, é muito baixo, e acabamos fazendo plantões em outros hospitais. Isso é o que é mais opressivo. Eu chego a fazer uma média de 100 horas de trabalho, por semana, para complementar o salário. Para mim, a residência é, sim, uma resistência”, conta a residente Luciana Bivanco de Lima.

Viviane Coelho, residente de Cirurgia Geral, acredita que, mesmo com as dificuldades encontradas na residência, ela é essencial à formação do médico. “É o momento de aprendermos na prática. Embora o internato já tenha essa função, precisamos adquirir responsabilidade sob o paciente e compromisso com os familiares. Saímos muito imaturos da faculdade e precisamos de vivência supervisionada. Em algumas especialidades, como a minha, principalmente por ser intervencionista, a residência é mais importante ainda”.

 

PROCESSO SELETIVO – No Brasil, segundo a CNRM, estimam-se cerca de 27 mil vagas para RM nos programas regularmente credenciados e mais de 50 especialidades diferentes. Ou seja, a concorrência é sempre acirrada, pois o número de vagas ainda é insuficiente para atender a quantidade de candidatos. O ano de preparação para o processo seletivo também costuma ser estressante e rígido para aqueles que pretendem ingressar nessa etapa: horas excessivas de estudo, análise de provas anteriores, cursos extras e atividades complementares são rotinas comuns e exaustivas a todos eles.

DESAFIOS – O volume de trabalho e a infraestrutura de atendimento à população são considerados alguns dos entraves do bom funcionamento da RM no país. “A desorganização dos serviços de saúde que sobrecarregam as instituições e comprometem com sobrecarga de horas de serviço, a inexistência de supervisão, ou a precariedade desta, são as grandes dificuldades enfrentadas pelo residente. Além da defasagem na estrutura, a diversidade socioeconômica muitas vezes interfere na adequada evolução clínica, tendo em vista que os problemas sociais antecedem e agravam as condições de saúde”, enfatiza Maria do Patrocínio.

A rotina de mais de 60 horas semanais de dedicação à medicina compromete as horas para dedicar-se à vida pessoal, com prejuízos de desenvolvimento social e emocional. Edison Ferreira de Paiva, professor-colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), acredita que o custo-benefício seja válido, mesmo em meio ao desgaste. “É difícil o residente ter uma vida além do trabalho. A profissão exige uma grande preparação, mas esta é uma fase extremamente produtiva da formação do médico. O aprendizado está relacionado com a rotina de ler muito e de ter contato com o paciente. Fazer uma boa faculdade e depois uma boa residência faz toda a diferença”.

PSICOLÓGICO – O treinamento na RM é considerado bastante estressante, pelos psicólogos, principalmente durante o primeiro ano. “É um período de imersão com muitas horas de trabalho acompanhadas de experiências assistenciais habitualmente complexas, e existe o constante contato com situações novas. É também um momento de construção da identidade pessoal e profissional com muitas dúvidas, inseguranças e incertezas. Como, para ingressar em bons programas, há um concorrido e disputado exame de seleção, com alguma frequência se observam residentes com altas expectativas sobre o treinamento experimentarem vivências de decepção, revolta, frustração e depressão; além disso, o oficio é lidar com dor, sofrimento e morte, o que pode produzir fadiga e depressão”, analisa o coordenador do Núcleo de Assistência e Pesquisa em Residência Médica (NAPREME), da Universidade Federal de São Paulo, Luiz Antonio Nogueira Martins.

Existem várias medidas, apontadas pelo NAPREME, que podem e devem ser implementadas para melhorar o treinamento na RM. São exemplos: garantia da supervisão diuturna; extinção do regime de 36 horas contínuas de trabalho; instituição da folga pós-plantão; adequação do número de residentes à carga assistencial; valorização da preceptoria/criação de programas de tutoria;  garantia institucional de suporte de corpo auxiliar e equipamentos para o trabalho assistencial; criação de programas de atenção à saúde e qualidade de vida dos residentes;  criação de serviços de assistência psicológica e psiquiátrica aos residentes; realização pela Comissão de Residência Médica (COREME) de cada instituição de fóruns internos permanentes de avaliação dos programas de residência.

A questão da carga horária ideal é um tema extensamente debatido e estudado. Estudos realizados nos Estados Unidos têm mostrado que, havendo a garantia da implantação de várias das medidas já citadas, a carga horária semanal ideal para assegurar a excelência na capacitação profissional seria de 80 horas; esse valor é uma cifra de referência, porque se sabe que há variações quanto ao número de horas dedicadas nas várias especialidades, como a necessidade de um treinamento mais extenso e intenso nas especialidades cirúrgicas.

Apesar de todo o período de dificuldade, horas de vigília e problemas de ordem estrutural, a RM no Brasil ainda é apontada como complementação da formação médica e considerada um instrumento procurado, em seleções anuais, por médicos recém-graduados em todo o país.

DICAS – O primeiro ano de residência, em especial, tende a ser uma experiência muito desgastante. Os residentes devem, portanto, ser alertados sobre as dificuldades que encontrarão ao longo desse ano e estimulados a buscar ajuda junto aos preceptores, professores e coordenadores dos Programas.

Cumpre salientar a importância de que os futuros residentes sejam conscientizados e orientados no sentido de controlar sua voracidade. Habitualmente, o não-controle pode levá-los a tentar aproveitar ao máximo o tempo se sobrecarregando ainda mais com aulas, cursos, plantões e outras atividades; essas ações podem ter um efeito deletério para a saúde física e mental do residente e comprometer o aproveitamento e o desempenho das atividades na residência.

Tanto a natureza como a magnitude do estresse na RM têm sido amplamente estudadas na literatura internacional, destacando-se, em especial, sobretudo, o estresse psicológico. Aach e cols. (1988) descreveram o conjunto de estados ou fases psicológicas que um residente vive ao longo do primeiro ano de treinamento:

– Estágio inicial de euforia e excitação, que está associado ao estado de tensão vivido em relação à expectativa de iniciar o treinamento e ao desafio de ser um profissional (duração: cerca de 1 mês).

– Após esse estágio inicial, prossegue um período de insegurança, quando o treinando começa a vivenciar frustrações e perceber suas limitações (duração: mais ou menos 2 meses).

– A seguir, há uma fase de depressão, que se mostra tanto mais intensa quanto mais atuam os seguintes fatores: sobrecarga de trabalho, privação do sono e falta de apoio emocional institucional e/ou social.

– Em seguida, há um período de tédio. No período entre o quarto e o sexto mês de treinamento, o residente tende a experimentar um estado de quiescência, com estabilidade no exercício das atividades e um estado de tédio e desinteresse, realizando suas tarefas de uma forma automática.

– A esse estado de tédio, segue-se uma outra fase de depressão. A rotina torna-se insuportável, e o trabalho parece sem fim. Essa fase tende a ser mais intensa que a fase depressiva anterior, atingindo seu ápice no oitavo mês.

– Gradativamente, o residente começa a sair do estado de depressão, entrando em um período de elação, com o reconhecimento de conquistas e realizações. O estado de elação pode, eventualmente, conduzir a excesso de confiança.

– Fase de autoconfiança e competência profissional. Ao final do ano, o R1 vive uma fase de segurança, com sensação de competência profissional para tomar decisões quanto ao tratamento dos pacientes; sente-se em condições de ensinar e supervisionar os estudantes.

Embora essa sequência de estágios ou fases seja observada na maioria dos residentes no primeiro ano do treinamento, uma ampla gama de sensações – positivas, gratificantes, negativas, frustrantes – acompanha todos os momentos do treinamento. De maneira geral, os senti mentos disfóricos atingem seu ápice em torno do oitavo mês do treinamento.

A partir desse período, começa a prevalecer uma lenta e gradual sensação de autoconfiança e competência profissional. O segundo ano de residência tende a ser menos tumultuoso do que o primeiro e mais estressante do que o terceiro.

A tendência deste último é ser mais estável e gratificante, quando a maioria das dificuldades adaptativas vinculadas ao treinamento estão resolvidas. Ao final do terceiro ano, os residentes expressam satisfação com a decisão de ser médico e se sentem profissionalmente competentes (Girard e cols., 1986; 1991).

 

VERDADES E MITOS

Filed under: Sem categoria — lahad @ 12:40 am
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1 – Cirurgia de miopia antecipa presbiopia

Mito. A presbiopia (dificuldade para enxergar de perto) surge, na maioria das pessoas, a partir dos 40 anos. Grande parte dos pacientes míopes não desenvolve presbiopia, mas esse fato não significa que a cirurgia antecipe a deficiência de ver os detalhes a pequenas distâncias.

Dr. Daniel Nogueira – Oftalmologista

2 – Desodorante aerossol causa câncer de pulmão

Mito. O câncer de pulmão está diretamente relacionado às variadas formas de tabagismo e à exposição à poluição atmosférica e ao histórico familiar. Não há estudos concretos que indiquem que os desodorantes são fatores causadores da doença.

Dra. Maria Del Pilar Estevez – Oncologista

3 – Quanto mais a criança dorme, mais ela cresce

Verdade. O sono (especialmente nas fases mais profundas, sono REM) leva à liberação de hormônio do crescimento, conduzindo a um maior estímulo ao crescimento.

Dr. Marcos Laercio Pontes Reis – Hematologista

 

4 – É proibido subir escada no pós-operatório

Mito. No pós-operatório de cirurgias abdominais, não é recomendado que a pessoa execute esforços físicos que possam comprometer a integridade da cicatrização, da incisão operatória, por romper os fios de sutura. Os esforços devem ser evitados até que os tecidos estejam cicatrizados com recuperação de sua resistência e elasticidade, o que se apresenta, aproximadamente, após o terceiro mês de cirurgia.

Dra. Márcia Araújo – Ginecologista e Mastologista

 

5 – Bronzeamento artificial causa câncer de pele

Verdade. Que o bronzeamento artificial causa melanoma não há mais dúvida. Um estudo do IARC feito em conjunto com vários centros europeus mostrou que uma única sessão aumenta em 15% a chance de melanoma. Realizado antes dos 30 anos, o aumento é de 50%. A incidência de melanoma na população geral é baixa, cerca de cinco por 100 mil pessoas.

Dr. João Pedreira Duprat Neto – Oncologista

 

6 – Uso de celular causa câncer no cérebro

Mito. Que os telefones celulares emitem radiação capaz de agitar as moléculas e causar um aquecimento no local todos já ouviram falar ou sentiram na própria pele, mas daí ser causador de câncer cerebral é um exagero popular. Cientistas ainda se contradizem sobre os efeitos dos celulares, mas não existe nenhuma comprovação científica de que é prejudicial à saúde humana. A única comprovação dos efeitos da radiação eletromagnética que está na faixa de micro-ondas é o aquecimento de corpos que contêm molécula de água, o que é feito em fornos de micro-ondas. A diferença é que, no caso de celulares, a intensidade é baixíssima, ao passo que, no forno, é altíssima.

Dra. Emico Okuno – Física

7 – Criança que começa a ter a saída dos dentes tem diarreia

Verdade. Pesquisas mostram que existe a liberação de várias citocinas (mediadores inflamatórios) durante a erupção dentária que podem causar diarreia.

Dr. Marcos Laercio Pontes Reis – Hematologista

 

8 – Não se pode tingir o cabelo quando se tem câncer de mama

Mito. O tingimento dos cabelos não tem relação com o câncer de mama. A doença surge por fatores como histórico familiar, menarca precoce, menopausa tardia, terapia de reposição hormonal, estresse e sobrepeso. Ações externas não podem aumentar as chances de obter câncer de mama.

Dra. Márcia Araújo – Ginecologista e Mastologista

9 – A exposição aos raios UV acontece em ambientes fechados

Mito. A luz possui raios ultravioleta, mas em locais isolados a quantidade é muito pequena e incapaz de prejudicar a saúde. Desde que não seja uma luz direta na pele, não há risco. O risco acontece em caso de estar embaixo de guarda-sol comum, pois a radiação atravessa o tecido. Toldos claros são melhores porque refletem a luz, já os coloridos a absorvem. Por isso, já é possível encontrar chapéus, roupas e acessórios resistentes aos raios UV.

Dr. Luiz Henrique Pascoal – Dermatologista

 

A Obturação

Filed under: Sem categoria — lahad @ 12:30 am
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Quando você se submete a ser plantonista em um pronto-socorro, necessariamente você se perguntará inúmeras vezes: o que é que estou fazendo aqui? A quantidade de pessoas que se deslocam de suas casas para ir ao hospital sem um motivo realmente digno é impressionante. Gosto de imaginar as horas que antecedem a chegada de determinados pacientes, ainda no aconchego de seus lares:

– (Marido, às 11 horas da noite) Meu amor, se apronte, temos que ir ao pronto-socorro!

– O que houve, querido?

– Acabo de ter um episódio de evacuação pastosa! Precisamos ir para que eu possa saber o que está ocorrendo!

– É, minha vida, realmente deve ser grave!

Imagine se todas as pessoas, ao perceberem que as fezes amoleceram, resolvessem ir ao hospital no primeiro (e muitas vezes único) episódio evacuatório! Não haveria pronto-socorro que chegasse no mundo. Porém, no exemplo acima (verídico, diga-se de passagem), ainda apresentava uma queixa orgânica. O caso que relatarei agora é interessante, tanto pela queixa principal, quanto pelo método investigatório utilizado pelo paciente em questão.

Eu trabalhava em um hospital privado altamente conceituado na cidade de São Paulo, local de atendimento apenas para pacientes de alto poder aquisitivo, que possuem excelentes convênios ou que têm capital suficiente para arcar com uma consulta particular. Nesse ínterim, estava eu de plantão em um sábado à tarde, quando me deparei com a seguinte ficha de atendimento:

* Carlos Afonso, 60 anos, PARTICULAR*

Chamei o paciente no consultório. Adentrou um senhor de quase 1,90m, grisalho, perfumado, trajando camisa da Lacoste, voz grave e bem empostada, como a de um comentarista de finanças do Jornal da Globo. Iniciamos o diálogo:

– Boa tarde, seu Carlos. Tudo bom com o senhor?

– Boa tarde, Dr. Bomfim. É um prazer conhecê-lo.

– O que traz o senhor aqui?

Iniciou-se então um dos diálogos mais bizarros que eu já participei:

– Doutor, é o seguinte: engoli a minha obturação. Isso já faz cinco dias. O problema é que ela não sai, e eu quero saber onde ela está!

– Mas o seu intestino parou de funcionar?

– Não doutor, evacuo duas vezes ao dia fezes bem formadas, em quantidade mediana, de consistência normal (juro que a descrição do bolo fecal foi elaborada com tal riqueza de detalhes!).

É nessas horas que é melhor não ser curioso, mas isso não combina com a profissão;

– Mas seu Carlos, como o senhor sabe que a obturação ainda não saiu?

– Muito simples: desde que eu engoli a obturação, comecei a evacuar no chuveiro. Aí eu deixo a água morna cair nas fezes, e as desfaço com os pés, com todo o cuidado. Não deixei passar nada, e tenho certeza de que ela não saiu. Então quero fazer o exame mais sofisticado que for necessário, porque eu quero a obturação de volta!

– Mas homem, essa obturação com certeza não vai trazer problemas ao senhor! Pra que tanta mão de obra?

– É porque ela é muito cara, e eu quero colocá-la de volta.

– Como assim, de volta no dente? – nessa hora eu devo ter feito uma cara de nojo muito evidente, pois ele indagou:

– Que cara é essa, doutor, por que eu teria nojo? Isso sai do meu corpo, que tipo de preconceito é esse?

Nessa hora preferi não comentar que não me relaciono tão bem assim com os meus dejetos. Preferi apenas solicitar um raio x de tórax e de abdome.

Realizadas as radiografias, o veredicto – nem sinal de obturação. Mostrei os exames para o paciente, que desconfiado me indagou:

– Muito bem, vamos fazer uma tomografia então?

– Meu caro – respondi – o dinheiro é seu e você faz dele o que bem entender, mas não posso concordar com isso! A distância entre os cortes de uma tomografia é de 7mm, e a sua obturação não deve ter nem 5mm. É praticamente impossível achar esse troço, além de inútil, pois ninguém vai abrir o senhor atrás de uma obturação, a não ser que ela cause alguma complicação!

– Então o senhor me garante que ela não está mais dentro de mim?

– Garanto que ela não é visível nos raios x realizados, e possivelmente já foi expelida!

– Pois bem – respondeu visivelmente contrariado – vou continuar procurando em casa. Se eu encontrá-la meus advogados entrarão em contato com o senhor. Passar bem – virou as costas e foi embora.

Não sei por quanto tempo seu Carlos Afonso permaneceu com seu estranho ritual de tamisar fezes durante o banho atrás de um reparo de dente. Sei apenas que até hoje não fui acionado judicialmente para prestar esclarecimentos. Só rezo até hoje para que ele não resolva colocar um piercing de diamante em algum dente.

Antonio Bomfim Marçal Avertano Rocha
Cirurgião Oncológico do Hospital Saúde da Mulher – Belém, PA.

 

O QUE FOI FEITO DA DIGNIDADE MÉDICA?

Filed under: Sem categoria — lahad @ 12:15 am
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“Às vezes é preciso parar e olhar para longe,

para podermos enxergar o que está diante de nós.”
(John Kennedy)

Dignidade, segundo Caldas Aulete, significa “qualidade moral que infunde respeito, elevação ou grandeza moral, consciência do próprio valor, autoridade, honra, nobreza”. Durante os anos que estivemos presidente da AMB lutei denodadamente na defesa da dignidade e do exercício da profissão.

Conseguimos  muito ao longo daqueles anos. Chegamos quase ao desejável e necessário para que todos pudessem falar em dignidade com a cabeça erguida. Ordenamos, disciplinamos e normatizamos o relacionamento entre prestadores de serviços e convênios médicos. Estabelecemos, por direito, nossos honorários mínimos. Valorizamos em termos de representativos, nossas entidades médicas. Buscamos incessantemente conseguir nos serviços públicos melhores condições de trabalho e remuneração condigna, não esquecendo nunca de lutar junto ao poder público pela melhoria da qualidade do ensino médico brasileiro. Foram mais de dez anos de sonhos e conquistas.

E agora, novamente assistimos a classe médica ser espezinhada, vilipendiada e desconsiderada pelos grandes “cartéis” que atuam dentro dos sistemas alternativos de saúde (estatais, seguradores, medicinas de grupo, etc.). Nossas cooperativas, com suas atitudes contestatórias, prestam um grande desserviço aos médicos que lutam pelos seus direitos. Até o Ministério Público, algumas vezes intervém com liminares e outras ações civis públicas, insistindo em não entender que assim procedendo faz o jogo dos que exploram médicos e usuários. Aliás, intermediar a saúde no Brasil que tem seus serviços públicos praticamente falidos é um negócio extremamente lucrativo.

É importante ressaltar que nos últimos 20 anos o número de cursos de medicina triplicou levando o Brasil, hoje com 180 escolas, a ocupar o segundo lugar no ranking mundial perdendo apenas para a Índia.  Mais grave ainda é que essas escolas estão entregando à sociedade brasileira exatamente 15.696 novos médicos, muitos deles completamente despreparados. Os que terminaram seus cursos neste século não chegaram a conhecer o sofrimento e as imposições do passado, por volta do ano de 1983. Ainda eram estudantes ou nem haviam nascido. Quando, no exercício da profissão, em sua  maioria concentrados nas grandes cidades, iludidos  tornam-se presas fáceis destes grandes grupos econômicas da área da saúde. E assim, ainda jovens,  têm já sua dignidade afrontada impiedosamente.

Pobre médico que estudou e sacrificou-se durante anos a fim de conseguir seu ideal de aprender a arte de curar para depois ser humilhado tão ostensivamente.

Hoje vemos, com tristeza, os médicos de “joelhos” diante dos compradores de seus serviços pedindo favores, aceitando deles circulares arrogantes e impositivas, recebendo os valores aviltantes – R$40,00 por consulta com validade por 30 dias (???)) – arcando com toda a responsabilidade médica e custo operacional, sem poder opinar nem se defender.  Resumindo um estudo recente que fizemos com a consulta de convênio valendo 42,00 (quarenta e dois reais). O profissional atendendo, no seu consultório particular durante o mês 170 primeiras consultas (revisão o convenio não paga) recebe bruto R$7.140,00. (sete mil cento e quarenta reais). Deduzindo o custo operacional, que vai desde o aluguel do consultório, salários, todas outras despesas internas, impostos municipais e ao final o famigerado IR, o total das despesas para manter o consultório chega a R$ 6.252,52 restando então, como valor líquido por consulta a impressionante quantia de R$5,33 (cinco reais e trinta e três centavos). Essa “maravilha” só é sentida no momento da confecção do IR anual.  O dinheiro imaginário da receita sumiu.  

Não podemos acreditar no que estamos assistindo, nem imaginar que seremos novamente subjugados pelos intermediários e mercantilistas da saúde. A atual passividade  médica é algo lastimável e a tendência à submissão aos contratantes estarrecedora.

O que foi feito da dignidade médica, tão duramente resgatada? Onde estão os médicos que durante anos disseram “só trabalhamos pela Tabela da AMB?” e agora aceitam qualquer preço pelo seu trabalho? Passamos a ser os únicos profissionais,  que a nível de convênios, planos de saúde e SUS,  não podem estabelecer valores pelo trabalho que prestam.  O contratante é que faz o preço do serviço que contrata. Um absurdo.

É preciso reagir, lutar e exigir. Afinal, nós somos médicos. Cada um, independentemente das suas condições financeiras atuais, deve participar desta caminhada para preservar nossos princípios e ideais.

Fazemos um apelo para que se Levantem, porque querem fazer dos seus honorários um simples pagamento, uma “gorjeta”; do sacerdócio da sua profissão uma forma mercantil, um negócio; de você um trabalhador comum e submisso, da sua dignidade um “lixo”.  ………..

 Antonio Celso Nunes Nassif, 76, Doutor em Medicina pela UFPR, foi presidente da Associação Médica Brasileira

 

Cosmético em forma de bebida e bala julho 14, 2010

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Cosméticos em forma de bebida e bala

Beauty Drinks. Foto: divulgação.

Já imaginou comer uma bala ou beber algo que sirva como uma espécie de cosmético. Pois é, a ideia de tratar da beleza de dentro para fora foi o que inspirou a linha de cosméticos criada por Cristiana Arcangeli.
A linha tem dois produtos com diversos sabores cada: ‘Beauty Drink’ e a ‘Beauty Candy’.
A Beauty Drink vem com uma tampa chamada twist cap, um mecanismo que concentra todos os ativos da bebida dentro da tampa, separando-os 100% da água. Ao girar a tampa, o pó concentrado cai na água, se dissolve e se transforma no beauty drink. De acordo com a marca, esse processo garante uma fórmula 100% livre de conservantes, além de ter zero açúcar, zero gordura.
Ao todo são oito sabores, cada um deles com diversas funções. Além disso, quatro deles tem efeitos imediatos e os outros quatro cumulativos. Ainda de acordo com a marca, a bebida pode ser consumida diariamente, sem contra-indicações, desde que sejam observadas as instruções de uso. Confira os sabores e alguns dos benefícios prometidos por seus ingredientes:
Sabor pepino, limão e aloe vera – para purificar, boa aliada no combate a ressaca porque contém antioxidantes que auxiliam na recuperação do organismo após o desgaste de festas, poucas horas de sono e consumo de bebidas alcoólicas.
Sabor laranja, tangerina, acerola e guaraná – rica em cafeína e promove ação estimulante e revigorante.
Sabor nectarina e chá vermelho – revitaliza o funcionamento do cérebro e ajuda a reduzir as alterações decorrentes da idade, como a perda de memória.
Sabor amora, maracujá, limão e capim-santo – acalma, diminui a ansiedade. Possuem ação antioxidante, aumenta a hidratação da pele e a produção de colágeno.
Sabor pera, chá verde e água de coco – ideal para a hidratação do organismo. É diurético, livre de gordura e ajuda no funcionamento do intestino. Dá resistência e elasticidade da pele.
Sabor framboesa, açaí e blueberry – garante a hidratação e previne a degeneração muscular relacionada à idade. Promove a divisão das células, importante para a recuperação e a renovação de tecidos, como ossos, pele e cabelo.
Sabor lichia e chá branco – Agente antienvelhecimento e melhora a hidratação da pele. Ajuda na formação da queratina o que promove unhas fortes e saudáveis.
Sabor hibiscus, açaí & uva – ajuda no combate ao envelhecimento.

Cada beauty drink possui 340 ml e deve ser bebido gelado e instantaneamente. O preço médio da garrafa é R$ 7.

Beauty Candies
Se você não curtiu as bebidas, que tal tentar uma bala? Feitas a base de colágeno elas possuem nutrientes e vitaminas. Tem zero gordura, conservantes e sódio. As balas têm formato de ‘mini ursos’ e, por apresentar zero açúcar, podem ser consumidas no intervalo das refeições, como um cuidado adicional à beleza.
São quatro sabores, confira alguns dos benefícios prometidos pelos ingredientes de cada uma delas:

Cosméticos em forma de bebida e bala

Sabor laranja & colágeno – promove sensação de saciedade e evita a perda de água pela transpiração. Além disso, auxilia na saúde da pele e dos cabelos. Melhora ainda a textura da pele.
Sabor framboesa & colágeno – promove sensação de saciedade. Protege a pele e os cabelos de agressões externas, além de prevenir contra os danos causados pela exposição ao sol. Aumenta a resistência do corpo a infecções.
Sabor limão & colágeno – ajuda na estruturação dos tecidos como pele, ossos e cartilagens dando resistência e elasticidade. Promove sensação de saciedade. Auxilia visão, saúde dos ossos, pele, cabelos e sistema imunológico.
Sabor morango & colágeno – Protege contra os danos causados pelos radicais livres e protege a pele contra a ação do tempo. Cuida ainda dos cabelos, além de prevenir contra os danos causados pela exposição ao sol.

As beauty candy vêm em embalagens de 150 gramas, com média de 80 balas por pacote, e são vendidas ao preço médio de R$ 18.
Todos os produtos já podem ser encontrados nos principais supermercados, farmácias e academias de São Paulo, além de um corner da marca no shopping Iguatemi. É possível ainda comprar pelo site www.beautyin.net.br