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Influenza A H1N1 maio 22, 2010

Filed under: Influenza A H1N1 — lahad @ 2:27 am
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Passo-a-passo
Este Passo-a-passo foi elaborado de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil para o enfrentamento da epidemia de gripe provocada pelo Influenza A H1N1/09. Tais recomendações poderão ser modificadas na próxima temporada de gripe.

DEFINIÇÕES:

Síndrome gripal:

  • Doença aguda (duração máxima de 5 dias)
  • Presença de febre > 38º C
  • Sintomas associados: coriza, tosse, mialgia, adinamia ou dor de garganta. Sintomas gastrintestinais podem estar presentes.
  • Exame físico sem alterações significativas
  • Ausência de diagnósticos alternativos (exemplo: amigdalite bacteriana, otite)

Observação: Na ausência de febre ou apenas febre baixa sem mialgia e/ou sintomas sistêmicos, mesmo com sintomas respiratórios baixos ou altos, deve-se considerar outros diagnósticos.

Síndrome respiratória aguda grave:

  • Síndrome gripal + Dispnéia (pode ser apenas o relato do paciente).

Observação: mesmo que não haja taquipnéia no momento do exame, o simples relato de dispnéia por parte do paciente associada a uma síndrome gripal caracteriza a síndrome respiratória aguda grave.

AVALIAÇÃO:

  • Pesquisar os seguintes fatores de risco:
    • Idade < 2 anos ou > 60 anos;
    • Gestação;
    • Doenças crônicas;
    • Imunodepressão.
  • Questionar sobre a ocorrência de dispnéia.
  • Procurar no exame físico as seguintes alterações de gravidade:
    • Alteração da consciência;
    • Freqüência respiratória > 25 irpm;
    • Hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg e/ou PAD < 60 mmHg);
    • Cianose ou oximetria com SpO2 < 94%
  • Realizar radiografia de tórax nas seguintes situações:
    • Alteração na ausculta respiratória
    • Alterações de gravidade no exame físico
    • Considerar no paciente com fator de risco presente
  • Realizar oximetria nas seguintes situações:
    • Sempre que possível

CONDUTA:

Paciente sem dispnéia, sem alterações de gravidade no exame físico e sem fatores de risco:

  • Tratamento ambulatorial.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

Paciente sem dispnéia, sem alterações de gravidade no exame físico, mas com fator de risco:

  • Tratamento ambulatorial.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
  • Orientação para o paciente retornar para avaliação médica, principalmente se surgir dispnéia.
  • Considerar fortemente o uso do oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias), principalmente para gestantes.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

Paciente com dispnéia (síndrome respiratória aguda grave), sem alterações de gravidade no exame físico e sem fatores de risco:

  • Tratamento ambulatorial.
  • Oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias).
  • Considerar diagnósticos alternativos e necessidade de antibioticoterapia.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
  • Orientação para o paciente retornar para avaliação médica, principalmente se houver agravamento ou persistência da dispnéia.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.

Paciente com dispnéia (síndrome respiratória aguda grave), com alterações de gravidade no exame físico e/ou presença de fator de risco:

  • Tratamento hospitalar.
  • Oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias).
  • Considerar fortemente possibilidade de pneumonia bacteriana grave e antibioticoterapia de acordo com diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia.
  • Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
  • Considerar fortemente o uso de antimicrobiano, visto que a distinção entre pneumonia viral e bacteriana, do ponto de vista clínico e radiológico, é praticamente impossível.
  • Medidas de precaução no ambiente hospitalar, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde.
  • Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
  • Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.
 

Protocolo de manejo clínico e vigilância epidemiológica da influenza.

Filed under: influenza — lahad @ 2:23 am
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Novo tratamento para tuberculose

Filed under: tuberculose — lahad @ 1:59 am
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Atualize-se! As novas diretrizes estão disponíveis gratuitamente no Jornal de Pneumologia no site da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Ano 2009
Volume 35 – Edição 10
Outubro

III Diretrizes para Tuberculose

 

Cem anos após publicação, relatório Flexner continua atual

Filed under: Relatório Flexner — lahad @ 1:52 am
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Edimilson Montalti Fotos: PérciclesLima Edição das imagens: Everaldo Silva

Naomar de Almeida Filho

“O Brasil é o último pais do mundo com algum grau de desenvolvimento em que a entrada na universidade se dá diretamente pela escolha da profissão. A graduação segue o modelo da escola francesa do século XIX e a pós-graduação segue o modelo da década 1990. Isso criou impérios dentro de impérios, principalmente nas escolas médicas. Flexner já denunciava isso há 100 anos. E como isso é atual nos dias de hoje!” Essa foi a afirmação do reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Naomar de Almeida Filho, durante a abertura do seminário “O relatório Flexner cem anos depois e suas repercussões no ensino em Saúde”, ocorrido no auditório da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, na noite de segunda-feira (17).

Naomar destacou o prefácio do relatório Flexner, que ele chamou de “aperitivo” do documento publicado em 1910 por Abraham Flexner, a pedido da Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching, com apoio da Fundação Rockefeller. O relatório Flexner foi responsável pela mais importante reforma das escolas médicas de todos os tempos nos Estados Unidos da América (EUA), com profundas implicações para a formação médica e a medicina mundial. De acordo com o prefácio do relatório “por 25 anos, tem existido uma superprodução de médicos mal treinados e não educados. Essa superprodução de pessoas mal treinadas é devido, principalmente, por um enorme número de escolas comerciais sustentadas por métodos de publicidade, através dos quais, uma massa de jovens não preparadas é retirada das profissões industriais e jogada na área da medicina. Até recentemente, a condução de uma escola médica era um negócio rentável, porque o método é, principalmente, didático”. Para Noamar, a mercantilização do ensino médico nos Estados Unidos nessa época era impressionantemente e similar à situação brasileira nesse momento.

Naomar, Knobel, Gontijo e EverardoO jornal The New Times deu destaque ao relatório Flexner na edição de 24 de julho de 1910. O título da matéria foi “Fábrica para formar ignorantes”. Para o pró-reitor de graduação da Unicamp, Marcelo Knobel, a leitura da introdução do relatório mostra pontos de contato do passado norte-americano com o presente brasileiro. Como destaque, Knobel cita um trecho da introdução: “pelo fato dos alunos de medicina só aprenderem na prática, o custo de ensino não poderia ser mais suportado pelas pequenas escolas comerciais que se multiplicaram durante a segunda metade do século XIX, criadas com o objetivo de lucro por grupos de oito a dez professores”. Em 100 anos, 457 escolas médicas foram abertas nos Estados Unidos. No início do século XX, haviam 160, das quais Flexner considerava apenas 155 e que, na sua opinião, apenas  31 tinham condições de continuar funcionando. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Educação, o número de faculdades de medicina subiu de 82 para 161 no período de 1996 a 2010. “Este ano, o Ministério da Educação extinguiu 560 vagas em nove cursos médicos de baixa qualidade. Estes dados são preocupantes”, disse Knobel.

Para o diretor da FCM, José Antonio Rocha Gontijo, o relatório Flexner tornou a formação médica baseada no método científico e o hospital como local da prática do estudante, pois Flexner dizia que o “aluno de medicina só aprende fazendo”. A FCM adotava o modelo flexneriano até dez anos, quando ocorreu a revisão do currículo para se adequar às necessidades do Sistema Único de Saúde. De acordo com Gontijo, “o currículo é um processo contínuo que deve ser permanentemente discutido e aperfeiçoado. Este seminário talvez seja o estopim motivador para cada área repensar o seu processo de formação dentro da faculdade”.

Naomar apresentou em sua palestra os modelos norte-americano, latino-americano, europeu e brasileiro de ensino. O modelo europeu de ensino, baseado no tratado de Bolonha, de 1999, já é adotado em 45 países. No Brasil, a Ufba criou um novo modelo pedagógico, no qual os alunos escolhem áreas amplas com mobilidade de disciplinas e somente no terceiro ano decidem qual área do conhecimento vão seguir. “Ao invés de você reformular o que já existe, é melhor você criar algo novo. Estamos abertos ao diálogo. Precisamos sair dessa estrutura perversa do ensino atual”, concluiu Naomar.

“O relatório Flexner cem anos depois e suas repercussões no ensino em Saúde” foi organizado pelo Grupo de Estudos História das Ciências da Saúde da FCM, com o apoio da diretoria, departamentos, Comissão de Ensino e reitoria da Unicamp. O evento seguiu até o final desta tarde (18), com a entrega do prêmio de incentivo ao ensino de graduação “Prof. Dr. Miguel Ignácio Tobar Acosta”.

Sobre o relatório Flexner
Em 1910, foi publicado o estudo Medical Education in the United States and Canada – A Report to the Carnegie Foundation for the Advancement of Teaching, que ficou conhecido como o Relatório Flexner (Flexner Report). O Relatório Flexner é considerado o grande responsável pela mais importante reforma das escolas médicas de todos os tempos nos Estados Unidos da América (EUA), com profundas implicações para a formação médica e a medicina mundial. Flexner considerava a maioria das escolas médicas dos EUA e Canadá desnecessária ou inadequada. Ele fez planos e mapas pormenorizados, onde estabelecia o número, a alocação e a distribuição das escolas de medicina no Canadá e nos EUA. Em sua opinião, das 155 escolas existentes, apenas 31 tinham condições de continuar funcionando.

Nos 12 anos posteriores à publicação do Relatório, o número de escolas de medicina nos Estados Unidos caiu de 131 para 81. O número de escolas médicas homeopáticas diminuiu de 20 para 4 entre 1910 e 1920. Muitas se converteram ao modelo biomédico. A última escola de fisiomedicalismo foi fechada em 1911. Cinco das sete escolas para negros foram fechadas. A escola médica se elitizou e passou a ser frequentada pela classe média alta.

A produção do trabalho de Flexner permitiu reorganizar e regulamentar o funcionamento das escolas médicas, mas desencadeou um processo terrível de extirpação de todas as propostas de atenção em saúde que não professassem o modelo proposto. Mas teve como grande mérito a  busca da excelência na preparação dos futuros médicos, introduzindo uma salutar racionalidade científica, para o contexto da época. Mas, ao focar toda a sua atenção neste aspecto, desconsiderou outros fatores que afetam profundamente os impactos da educação médica na prática profissional e na organização dos serviços de saúde. Ele assume, implicitamente, que a boa educação médica determina tanto a qualidade da prática médica como a distribuição da força de trabalho, o desempenho dos serviços de saúde e, eventualmente, o estado de saúde das pessoas.

Esta visão ainda pode ser facilmente encontrada hoje. As necessidades de saúde são tomadas como o ponto de chegada e não como ponto de partida da educação médica. Mais além da situação específica dos EUA, a educação médica vinha sofrendo transformações importantes a partir da segunda metade do século XIX em todo o mundo. O modelo francês, que se irradiou com grande força de Paris para o mundo a partir de 1830, vinha sofrendo a influência do modelo de medicina e educação alemão. No modelo anatomoclínico francês, os estudantes aprendiam ao lado do leito do paciente e, nos anfiteatros anatômicos do hospital, treinavam as técnicas diagnósticas e terapêuticas e faziam pesquisas clínicas na faculdade de Medicina. Já o modelo de pesquisa médica alemã estava centrado no laboratório, na hierarquia, na especialização e nas pesquisas experimentais.

Quando Flexner assumiu um cargo permanente no General Education Board, em 1912, subvencionado por Rockfeller, amplou significativamente sua influência e controle sobre as instituições de ensino norte-americanas. Apoiado nos fundos da Rockfeller Foundation e mantendo a filantropia como instrumento para o desenvolvimento e apoio a instituições, sem necessitar de aprovação societária ou governamental mais ampla, Flexner conseguiu propagar suas ideias. Com este fim, a fundação Carnegie investiu US$ 300 milhões entre 1910 e 1930. Para a época representava uma quantia extraordinária.

Isso tudo tornou a tarefa de Flexner muito menos problemática do que em outros países, como o Brasil, por exemplo. Flexner e outros reformadores, como Silva Mello, no Brasil, em seus estudos na Alemanha, “perceberam que o mundo estava mudando e sentiram que podiam prover a visão que tornaria suas respectivas nações alinhadas com as novas tendências”. A suposta autopropagação e a originalidade das idéias de Flexner podem ter, portanto, diferentes interpretações. O que estava em jogo nesse embate e o que Flexner propunha era, na verdade, a reforma do sistema escolar como um todo, reforma essa que recebia o título mágico de universidade. É com este intuito e com esta visão que Flexner propôs o modelo alemão de educação médica e pesquisa para os Estados Unidos.

Cem anos depois, o modelo de ensino da medicina praticado nas universidades brasileiras é flexneriano, também chamado de modelo tradicional. O grande embate atual é a reformulação do currículo para um modelo focado na integralidade. Com o seminário “O Relatório Flexner cem anos depois e suas repercussões no ensino em saúde”, a FCM pretende contribuir para a discussão desse tema e avançar nas propostas para a reformulação do currículo dos cursos de medicina.

Fonte: UNICAMP

 

Reitor da UFSCar sugere a alunos que mudem de escola

Filed under: Sem categoria — lahad @ 1:50 am
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da Reportagem Local

Cinco anos após terem ingressado no curso mais concorrido da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), os estudantes de medicina ouviram ontem do reitor da instituição, Targino de Araújo Filho, que deveriam pensar em se mudar para uma faculdade particular (assinante da Folha ou do UOL lê a íntegra da reportagemaqui).

Reitor se desculpa por sugerir mudança de alunos

A alternativa foi apresentada pelo reitor ao ser cercado no campus por um grupo de cerca 60 estudantes, que protestavam contra a suspensão das aulas práticas do quinto e penúltimo ano de medicina, que completou uma semana ontem.

“Você tem uma opção: troque de escola”, disse o reitor a um dos estudantes que cobrava uma solução. Depois, Targino Filho sugeriu que a opção fosse um curso particular, no qual os estudantes teriam que pagar, no exemplo citado pelo reitor, R$ 3.500 de mensalidade.

Pelo menos seis alunas choraram após ouvir a sugestão do reitor, que foi vaiado. Era a primeira vez que Targino Filho falava com os estudantes desde a suspensão das aulas. Para conseguir uma das 40 vagas de período integral para o curso, em 2006, os então candidatos venceram, cada um, 191,88 concorrentes.

Suspensão

A UFSCar suspendeu temporariamente nesta quarta-feira (05) as atividades de internato dos alunos do 5º ano do curso de medicina.

O internato era realizado na Santa Casa de São Carlos, mas devido a problemas como a estrutura física pequena e a quantidade de docentes, o contrato com o hospital foi rompido.

De acordo com a universidade, a negociação para as “condições e termos de cooperação necessários ao desenvolvimento das atividades iniciaram-se com a antecedência devida, porém, no percurso até o efetivo início das atividades houve pequenos atrasos na formalização desses termos e no início do repasse financeiro previsto”.

A universidade diz procurar um novo hospital na região para formalizar novo contrato e retomar as atividades.

Sem local para o internato, 33 estudantes do quinto ano da medicina estão sem aulas por tempo indeterminado.

 

450 mil alunos dever fazer o Enade 2010

Filed under: Sem categoria — lahad @ 1:47 am
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O exame será dia 7 de novembro Da Redação Em São Paulo A edição 2010 do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) deve ser aplicada a cerca de 450 mil universitários, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo exame. A prova acontecerá no dia 7 de novembro, com início às 13h (horário de Brasília). Os estudantes concluintes habilitados a fazer o exame que não comparecerem à avaliação não podem receber o diploma. Publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (23), a portaria lista os cursos que fazem parte do Enade 2010. Serão avaliados estudantes dos cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, terapia ocupacional e zootecnia, e dos cursos superiores de tecnologia em agroindústria, agronegócios, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia. Neste ano, serão avaliados pela primeira vez os alunos dos cursos superiores de tecnologia em agronegócios, gestão hospitalar e gestão ambiental. Quem vai fazer o Enade 2010 São convocados a fazer o exame os estudantes ingressantes e concluintes dos cursos a serem avaliados. O órgão define como ingressantes “os estudantes do final do primeiro ano do curso aqueles que, até o dia 2 de agosto de 2010, tiverem concluído entre 7% e 22%, inclusive, da carga horária mínima do currículo do curso da IES [Instituição de Ensino Superior]”. Veja também quem são os concluintes: “serão considerados estudantes do último ano do curso aqueles que, até o dia 2 de agosto de 2010, tiverem concluído pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo do curso da IES ou aqueles estudantes que tenham condições acadêmicas de conclusão do curso no ano letivo de 2010”. Também entram na lista universitários que tenham “condições acadêmicas de conclusão do curso no ano letivo de 2010”. Para os cursos superiores com carga mínina de 2.000 horas as definições sofrem ajustes. Os ingressantes devem ter concluído entre 7% e 25% da carga horária. Já os concluintes devem ter concluído pelo menos 75% da grade. Nesse caso, os alunos que tenham “condições acadêmicas de conclusão do curso no ano letivo de 2010” também devem fazer o exame. Quem está dispensado Estão dispensados do Enade 2010 os estudantes que colarem grau até o dia 31 de agosto de 2010 e aqueles que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil, na data de realização do Enade 2010 em instituição conveniada com a IES de origem do estudante. A portaria prevê ainda a aplicação de provas em municípios onde há pólos de apoio presencial credenciados pelo MEC. Segundo o Inep, o atendimento aos estudantes de cursos de graduação na modalidade de educação a distância avaliados em 2010 será ampliado.

 

CFM divulga dados sobre a concentração de médicos no Brasil

Filed under: Sem categoria — lahad @ 1:44 am
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulga dados sobre a concentração de médicos no território nacional. O levantamento mostra que o número de profissionais aptos a atuar cresce em ritmo mais acelerado do que o da população – mas a distribuição está longe de ser uniforme. O anúncio marcou a comemoração do Dia Mundial da Saúde.

O levantamento, inédito, aponta que o déficit de médicos no interior não significa a falta de profissionais no país. Dados coletados entre 2000 e 2009 apontam uma média nacional de um médico para grupo de 578 habitantes, índice próximo a países como dos Estados Unidos, que é de um para 411 pessoas.

O 1º secretário do CFM e responsável pela coleta das informações, Desiré Carlos Callegari, defende melhores políticas públicas para a interiorização do profissional. “Não adianta utilizar o mecanismo de revalidação automática do diploma para interiorizar o médico. Nada garante que este profissional não irá recorrer às capitais para se especializar”, aponta Desiré. O diretor também avalia como desnecessária a abertura indiscriminada das escolas médicas. O Brasil possui hoje 181 escolas médicas, sendo que, dessas, 100 foram instaladas na última década. “Observamos que a qualidade do ensino tem caído neste período”.

Aumento de profissionais

Entre 2000 e 2009, a quantidade de médicos aumentou 27% – de 260.216 para 330.825. No mesmo intervalo de tempo, a população brasileira cresceu aproximadamente 12% – de 171.279.882 para 191.480.630, segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2000, havia no país um médico para cada grupo de 658 habitantes; em 2009, a situação passou a ser de um médico para 578 habitantes.

O número de médicos não é o único indicador da adequação da oferta desses profissionais – para se fazer esse tipo de avaliação é preciso que se considerem variações regionais, sociais e econômicas. Mas o número é um indicador importante. Entre os países que possuem elevados índices de desenvolvimento humano (IDH), há menos habitantes por médico. A tendência é de que o IDH seja mais baixo nos países onde há mais habitantes por médico.

O levantamento do Conselho Federal de Medicina foi feito com base no endereço de correspondência informado pelos profissionais nos Conselhos Regionais de Medicina do país.

Entre as regiões, Norte e Nordeste têm menor concentração de médicos

A distribuição de médicos por habitantes é heterogênea no território nacional. Na região Norte, há um médico para cada grupo de 1.130 habitantes. São 13.582 profissionais aptos a atuar, registrados primariamente em conselhos de medicina da região. Já na região Sul, são 509 habitantes por médico.

A região Sudeste concentra 42% da população do país e 55% dos médicos. São 439 habitantes por profissional. No Centro-Oeste, há um médico para cada grupo de 590 habitantes. No Nordeste, um para cada grupo de 894. Em São Paulo estão concentrados 30% dos médicos; o estado abriga 21% da população brasileira.

Se consideradas as inscrições primárias e secundárias efetuadas em conselhos de medicina da região Norte, por exemplo, o número de habitantes por médico passa a ser de 1.000; na região Sul, também consideradas ambos os grupos de inscrição, são 476 habitantes por médico. A inscrição primária é o primeiro registro feito pelo médico em um conselho regional, a secundária é o registro que o médico faz em outros conselhos (diferentes que o daquele de origem) permitindo sua atuação profissional naquela unidade da federação.

Para Desiré Callegari, o médico não precisa “ganhar muito, precisa ser valorizado e ter condições de trabalho”. Para isso, defende como política de interiorização eficaz a criação de uma carreira de Estado para os profissionais e a implantação de planos de cargos, carreiras e vencimentos.

O CFM também considera fundamental que a estrutura e os recursos tecnológicos da saúde sejam aperfeiçoados, principalmente no interior dos estados. “Não dá para fazer medicina sem investimento. O médico precisa ao menos de uma estrutura básica para atender adequadamente a população”, ressaltou Desiré.

Em algumas localidades, índices são europeus

A capital do estado de São Paulo possui um médico para cada grupo de 239 habitantes, média superior à de países que possuem altos índices de desenvolvido humano. Alemanha, Bélgica e Suíça, por exemplo, possuem um médico em atividade para cada grupo de 285, 248 e 259 habitantes, respectivamente.

Se considerada a densidade de médicos em todo o estado de São Paulo, a média é próxima da dos Estados Unidos: 413 habitantes por profissional em São Paulo; 411 por um nos Estados Unidos. No Distrito Federal, há um médico para 297 habitantes, melhor média entre as unidades da federação.

Em outras localidades, índices são africanos: no interior do Amazonas há um médico para cada grupo de 8.944 habitantes; em Roraima, um para 10.306

O acesso a profissionais da medicina é ainda mais desigual quando comparados os números de capitais e regiões do interior. De acordo com dados extraídos do Sistema Integrado de Entidades Médicas em março de 2010, há no estado do Acre 575 médicos aptos a atuar – 74% (427) deles residem na capital, Rio Branco, cidade que conta com um médico para cada grupo de 716 habitantes; os outros 21 municípios do estado dividem entre si 119 médicos, o que resulta na média de um médico para 3.236 habitantes.

Há casos de desigualdade ainda mais acentuada. No Amazonas, 88% (3.024) dos profissionais estão em Manaus, cidade que tem um médico para 574 habitantes. Os municípios do interior ficam com um médico para cada grupo de 8.944 habitantes. Em Roraima, são 10.306 habitantes por médico em cidades do interior. Há apenas 15 profissionais domiciliados fora da capital.

Na região Sudeste, a mais desenvolvida do país, a distribuição de médicos entre capitais e interiores é menos aguda. Em Minas Gerais, por exemplo, a média é de um médico para 587 habitantes; em Belo Horizonte, são 172 habitantes por médico; no interior, um para 926.

O estado de São Paulo registra um médico para 413 habitantes; a capital, um profissional para 239 pessoas; os municípios do interior do estado contam com um médico para cada grupo de 640 habitantes.

Número de mulheres é maior entre os novos profissionais

De 2000 a 2009, a proporção de profissionais do sexo feminino no universo de médicos registrados no Brasil subiu 4 pontos percentuais – de 35,5% para 39%, o que indica uma tendência de feminilização da profissão. Essa tendência fica mais evidente quando se comparam os ritmos de crescimento no universo de cada gênero: o número de médicas aumentou 39,8% no período; o de médicos, 20,1%. CFM avalia que não faltam médicos no Brasil

A posição do Conselho Federal de Medicina diante das informações reveladas pelo levantamento é de que não há escassez de médicos no país. O que há, sim, é uma má distribuição dos profissionais pelo território nacional.

Para contornar essa situação, o CFM defende a adoção de eficazes políticas de interiorização do trabalho médico. A criação de uma carreira de Estado para os profissionais e a implantação de planos de cargos, carreiras e vencimentos são medidas defendidas pelo Conselho.

Além disso, o CFM considera fundamental que os sistemas de assistência à saúde sejam aperfeiçoados, principalmente no interior dos estados.

Fonte : CFM