liga acadêmica de diabetes e hipertensão

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Convite para voluntários com DM1 participarem de novos tratamentos em Ribeirão Preto agosto 13, 2009

Filed under: Sem categoria — lahad @ 3:09 pm

Para acompanhar artigos, os fatos e o andamento dos estudos sobre transplante de células-tronco para pacientes diabéticos tipo 1, desenvolvido pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, acessem: twitter.com/cecouri.

fonte: Redação On-line da SBD

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Café e Diabetes agosto 9, 2009

Filed under: Sem categoria — lahad @ 11:15 pm

http://www.conexaomedica.co…

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agosto 5, 2009

Filed under: carga glicêmica — lahad @ 5:29 am

capa380

Aprenda a calcular a carga glicêmica dos alimentos e neutralizar o “açúcar invisível” da dieta.

 

Próximas reuniões LAHAD

Filed under: Sem categoria — lahad @ 5:22 am

icone 20/08  18:00  sala   2  Santa Casa

24/09   19:00  sala  1  Santa Casa

22/10   19:00  sala   1  Santa Casa

26/11   19:00  sala    1  Santa Casa

 

Café e Diabete Mellitus

Filed under: Café e diabete — lahad @ 5:13 am

cafe-e-jornal

Um artigo publicado em março deste ano, no American Journal of Clinical Nutrition, mostrou os resultados de um grande estudo de coorte prospectivo, que avaliou mais de 58.000 homens e mulheres saudáveis, por até 12 anos. O estudo estratificou os pacientes de acordo com seus hábitos de consumo de café, que foi reavaliado continuamente a cada 2-4 anos.

Ao final, observando a evolução do peso corporal dos indivíduos de acordo com o consumo de café, os autores observaram que o maior consumo de café esteve relacionado a uma tendência a maior perda de peso no longo-prazo.

Portanto, essa tendência de efeito positivo da cafeína sobre o peso corporal, pode, inclusive, auxiliar no efeito preventivo do consumo de café no desenvolvimento de diabetes no longo prazo.

Alguns trabalhos também mostram uma correlação entre atividade física com consumo de café, indicando que consumidores de café tendem a realizar mais atividade física, pirncipalmente o chamado exercício físico não programado, relacionado com as atividades corriqueiras do dia-a- dia. Além disso, a cafeína parece ter um efeito termogênico, ou seja, alguns dados de pesquisas em animais e em humanos sugerem que o consumo de café aumenta o gasto energético basal, de maneira discreta, fazendo com que o organismo mais gaste energia, mesmo quando em repouso.

A edição de novembro próximo da Revista Européia Diabetologia traz um artigo feito na Finlândia, que avaliou a relação entre consumo de café e risco de mortalidade cardiovascular em pacientes com Diabetes Tipo 2.
Foram avaliados mais de 3800 pacientes por período superior a 20 anos. Os pacientes foram estratificados de acordo com seu consumo de café entre aqueles que consomem até 2 copos/dia, 3-4 copos/dia, 5-6/dia ou mais de 7/dia, sendo considerado como um copo o volume de 100 mL.

Ao analisar os resultados finais do trabalho, os autores observaram uma relação inversa entre consumo de café e risco de mortalidade cardiovascular em pacientes com DM2. Esta associação ocorreu de maneira independente de idade, índice de massa corporal, pressão arterial, colesterol sérico, atividade física, consumo de álcool e tabagismo.

Os autores discutem os resultados, ponderando que a associação de consumo de café e risco de doença CV na população em geral é algo polêmico. Alguns estudos mostraram diminuição de risco enquanto outros relataram dados contraditórios. Outros trabalhos relacionaram consumo de cafeína com discreto aumento na pressão arterial, o que, porém, não foi confirmado em outras publicações.

Estudos prévios de diferentes países relacionam o consumo de café de maneira consistente a menor ocorrência de hiperglicemia pós-prandial. Um trabalho recente, desse mesmo grupo finlandês, mostrou que indivíduos expostos ao consumo de café por longo prazo tendem a apresentar menor insulinemia de jejum e menor risco de hiperinsulinemia, o que pode sugerir que o consumo de café pode melhorar a sensibilidade à insulina, no longo prazo.

O café tem diversos componentes considerados como antioxidantes e que podem também colaborar com os efeitos benéficos da bebida nos pacientes com diabetes. O ácido clorogênico, por exemplo, um constituinte do café, tem sido relacionado em estudos experimentais com retardo na absorção de carboidratos no trato gastrointestinal, o que também poderia auxiliar no controle glicêmico, evitando picos excessivos pós-prandiais.

Finalmente, os resultados deste recente estudo finlandês está de acordo com evidências crescentes na literatura corroborando com os potenciais benefícios do consumo de café em pacientes com DM2.
Deve-se salientar no entanto que estudos em outras populações, assim como estudos que procurem melhor compreender os efeitos do consumo do café e seus componentes no diabetes e nas doenças cardiovasculares são necessários, para melhor esclarecer esta questão.

à luz do que temos disponível no momento, podemos dizer: viva o cafezinho!

Leia mais:
American Journal of Clinical Nutrition 2006;83(mar):674-680.