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ERRO MÉDICO julho 5, 2011

Filed under: Sem categoria — lahad @ 7:57 pm

De tempos em tempos um médico comete um erro ao tratar uma personalidade famosa.

O médico é massacrado em público, condenado e julgado muito antes do julgamento legal, por pessoas que não estudaram Direito nem processo jurídico.

 Ou seja, é condenado por pessoas que estão cometendo grosseiros erros jornalísticos e legais, mas isto passa em branco. 

 Invariavelmente a reputação do médico é  destruída ou seriamente chamuscada.

Com todo o respeito aos familiares que sofreram erros médicos escabrosos, vou colocar alguns pontos que esquecemos quando acusamos nossos médicos de imperícia, imprevidência e negligência

1. Todo profissional comete erros, erros grassos, evitáveis se prestassem mais atenção.

 São fruto de uma noite mal dormida, um filho que nos deixa acordado, uma dívida a pagar, um plano econômico escabroso.

 Errar é humano, mas se você for um médico, esta máxima não vale.

 2. Em 1990, quando três economistas do Governo Collor sequestraram nosso dinheiro, um conhecido meu se suicidou, uma senhora vizinha morreu porque não tinha como pagar uma operação na semana seguinte. Muitos amigos me descreveram casos semelhantes.  

 Quase todos os Ministros da Fazenda que passaram pelo governo manipularam os índices de correção monetária, usaram as nossas “contribuições previdenciárias” para pagar salários para o funcionalismo público, e hoje ninguém se aposenta com suas próprias contribuições, nem pelo valor imaginado.

O problema no caso de médicos é que a relação entre médico e consequência é direta,  e nas outras profissões não. Este é o problema da profissão.

Um erro num paciente que morre na mesa de operação é bem mais fácil de provar do que um erro de um intelectual que leva uma pessoa a se suicidar, que atrasa o desenvolvimento do país em 10 anos, que aumenta os juros para captar mais e aumenta assim a miséria

Isto é justo?

2. Eu cometo vários erros de português a cada artigo que escrevo, só que erros de português não matam seres humanos, a não ser os meus professores de português que morrem de vergonha.

 Pense nos erros que você comete na sua profissão. Pense no número de pacientes que um médico atende numa carreira. Ele é processado, e você não.

 Temos o direito de processar nossos médicos só porque escolheram uma profissão que salva vidas, e nós pobres mortais não?

Está crescendo no Brasil a indústria de caça aos médicos com indenizações milionárias, o que irá aumentar o custo médico ainda mais

Não estamos usando dois pesos e duas medidas, julgando médicos muito mais rigorosamente do que nós mesmos?

4. O marco de comparação para um serviço médico deveria ser quais as chances do paciente sobreviver se cada um cuidasse de si mesmo.

 Parece estranho, mas a regra básica é esta.

 Se eu me tratasse sozinho provavelmente já estaria morto.

 Mas o dia que você estiver perdido num deserto, um simples enfermeiro é tudo que você quer.

 Obviamente exagerei um pouco na comparação acima.

Nós pagamos uma consulta achando que estamos contratando alguém muito bem treinado em Medicina, mas podemos esperar sempre uma conduta perfeita?

 Mesmo pagando pouco? 

 Obviamente que sim. Mas isto significa que ele ou ela não poder errar feio, digamos 0,01% das vezes?

 5. Quem viaja de avião sabe que tem uma chance em 5 milhões de se espatifar voando.

 Estamos simplesmente trocando de riscos, o risco de ser atropelado indo a pé contra o risco de cair o avião.

 O risco de nos tratarmos com um simples farmacêutico e o de nos tratarmos com um médico formado, justamente no dia que ele diagnosticou mal.

 Risco de erro médico faz parte dos riscos de vida, como viajar de avião.

 Devemos processar a Cia. de Aviação cada vez que um avião cai, colocando em risco a própria empresa com ações trilionárias?

 É o que fazemos, incitados pela indústria de indenizações.

 6.  O que estou propondo é nada popular, e só quero que as pessoas reflitam.

 Por que médicos não podem fazer a sua cota parte de erros sem serem trucidados?

 Como nós? 

Por que um médico não pode cometer um erro depois de 8.000 cirurgias? Por que ele perde o direito de ser médico porque errou na 8001a?.

Os que argumentam que ele deveria ter sido mais cuidadoso naquela 8001a., não entendem que não existe perfeição.

 O Estado poderia processar aqueles que erram muito mais do que a média, não todo aquele que erra.  

 Uma pequena margem de erros deveria ser admitida como fatos da vida, um risco social como andar de avião.

 Eu sei que quando ocorre com a gente a questão muda de figura, mas trucidar uma profissão ou obrigá-los a pagar enormes seguros médicos, não é a solução.

@stephenkanitz

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Verdades e realidades médicas – por Luis Felipe S.Ribeiro Filho junho 13, 2011

Filed under: Crônicas — lahad @ 1:06 pm
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Nos últimos 20 anos a classe médica vem perdendo paulatinamente a sua condição de trabalho, deixando o médico de ser um profissional liberal e, transformado continuamente por Governos estatizantes, em um trabalhador mal remunerado da saúde. O profissional médico de um passado não muito distante dispunha de um “status” que hoje já não existe.

As gerações médicas passadas gozavam de prestígio junto à sociedade e eles não dispunham de um grande arsenal terapêutico, nem de uma sofisticada tecnologia laboratorial ou de condições cirúrgicas e anestésicas que hoje possuímos. Em compensação mantinham e cultivavam uma relação médico-paciente que praticamente inexiste nos dias atuais, e, que os tornava um dos esteios da sociedade brasileira.

Vários fatores vieram somar, provocando a mudança dessa realidade e ameaçando gravemente a credibilidade do médico junto à sociedade. Em primeiro lugar a profusão de escolas médicas em Municípios, que na realidade não possuem condições de se quer em ter uma escola secundária.

O atendimento massificado criado pelo Ministério da Saúde nivelou o profissional médico por baixo, criando condições de conflito permanente entre médicos e pacientes, quando na verdade, ambos são vítimas de um sistema mal planejado em um País que se declara emergente, mas, continua com características e incertezas de um País pobre do terceiro mundo. 

A miserabilidade nas periferias das grandes cidades, aonde populações recém chegadas do meio rural, sem nenhuma condição de vida nas cidades, apresentam entre outras coisas uma precária saúde.

Em um País que não tem condições de saneamento, tem como opção fazer uma medicina curativa de baixíssima qualidade. No Sistema Único de Saúde, a palavra humanização serve para encobrir as más condições de atendimento que o Estado Brasileiro oferece a sua população. A saúde é um direito de todos e um dever do Estado, principio constitucional, que não consegue ser atingindo. Principalmente isto ocorre pela má gestão, falta de recursos financeiros, corrupção, ideologia que o muro de Berlin pôs por terra, burocracia, e, assim a todo o momento o cidadão busca a Justiça na tentativa de ter garantido um atendimento médico e hospitalar. A Justiça vem produzindo bizarras intervenções que ao invés de ajudar, acaba produzindo muitas vezes um grande imbróglio para o paciente, médico e hospital, deixando o principal responsável que é o Estado sem grandes responsabilidades em resolver a situação.

A real necessidade é uma medicina preventiva realística, que não pode ser onírica e prosaica. 

 

Quando o cidadão passa a conhecer melhor seus direitos e deveres, e o paternalismo ou o coronelismo cedem para dar lugar a uma estrutura de sociedade ética e crítica, o homem passa a ser o objetivo mais importante de uma Nação. Afirmo com toda certeza que a ANVISA não é um fator de avanço para a medicina brasileira e sim exerce papel semelhante ao Talibã. A Anvisa se autoconsagrou o grande tutor do cidadão brasileiro, aquele que sabe tudo e a quem devemos obediência cega e segundo o Filósofo Denis Lerrer Rosenfield a intromissão deste órgão na vida dos brasileiros é coisa de esquizofrênicos, predomina ali um ranço ideológico ultrapassado. Existem outros órgãos na vida pública brasileira com atuação semelhante. Outra praga disseminada e que atinge a dignidade de pacientes, médicos e hospitais são os famigerados e indignos planos de saúde, causando dificuldades de toda ordem aos que neles estão inseridos. Contém características mercenárias. Mais atrapalham do que ajudam. Em Cuiabá nos últimos 10 anos a Secretaria Municipal de Saúde errou muito mais do que acertou, causando deformidades insanáveis ao Sistema Único de Saúde em nossa cidade.

À medida que a tecnologia foi sendo absolvida pela ciência hipocrática, e isto ocorre no Brasil desde o final da segunda guerra mundial, o médico passou a desprezar a arte semiológica tão bem desenvolvida no mundo ocidental pela Escola Médica Francesa.

Desta forma o médico passou a refletir menos em seus pacientes, dando mais importância à técnica laboratorial, radiológica, etc. Isso pode parecer pouco importante dentro da medicina brasileira, mas sem duvida alguma foi sentida em toda nossa sociedade.

As gerações médicas atuais devem ter o “Know-how” da escola médica americana, a perspicácia da Escola Médica Francesa e a solidariedade de um Oswaldo Cruz e Carlos Chagas e bom senso.

Eis aí o perfil do médico ideal tão almejado pela sociedade brasileira. 

 

*LUIS FELIPE SABÓIA RIBEIRO FILHO é Provedor da Santa Casa de Cuiabá

 

FAÇA A SUA PARTE : DOE AGORA abril 13, 2011

Filed under: Sem categoria — lahad @ 7:58 pm

Médicos Sem Fronteiras é uma organização médico-humanitária internacional, independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam. Também é missão de MSF tornar públicas as situações enfrentadas pelas populações atendidas.

São cerca de 22 mil profissionais de diferentes áreas, espalhados por 65 países, atuando diariamente em situações de desastres naturais, fome, conflitos, epidemias e combate a doenças negligenciadas.

MSF surge, então, como uma organização médico-humanitária que associa socorro médico e testemunho em favor das populações em risco.

10 Motivos para ser um doador sem fronteiras.

1. É fácil doar! 5 minutos do seu tempo podem salvar muitas vidas.

2. Custa pouco e faz muita diferença. O que você faz com R$1,00 por dia?
• Compra uma caneta
• Faz uma ligação para celular
• Esquece no fundo da bolsa
• Salva vidas.

3. R$30,00 por mês fazem a diferença. Com R$1,00 por dia, durante uma ano, você nos ajuda a:
– Equipar 15 médicos para prestar primeiros socorros em países em guerra.
– Vacinar 200 crianças contra meningite.

4. Você acompanha os resultados da sua doação
– Você recebe informativos e relatórios periódicos sobre as atividades que estamos realizando graças ao apoio de pessoas como você!

5. Faz bem
– Doar é um gesto de cidadania e solidariedade.
– Sua doação nos ajuda a salvar vidas. Doar é ajudar mulheres grávidas a terem um parto seguro, tratar crianças pequenas com malária e realizar cirurgias em pessoas feridas por bombas e balas. Sua doação nos garante independência de poderes políticos e econômicos e nos permite agir rapidamente.

6. Os recursos vão para o lugar certo
– MSF estará sempre prestando contas a você.
– 83% dos recursos são aplicados diretamente em nossos projetos.

7. Você pode confiar em MSF
– Fomos reconhecidos com o Nobel da Paz em 1999.
– Somos auditados anualmente por empresas independentes.
– Temos 3,8 milhões de doadores no mundo.

8. Você faz a diferença
– Graças a doadores como você, MSF consegue atuar com independência de poderes políticos, econômicos e militares.
– 80% dos nossos recursos vêm de doadores privados, pessoas como você!

9. Você ajuda a quem mais precisa
– São mais de 400 projetos, espalhados pelo mundo, levando cuidados de saúde a milhares de pessoas, vítimas de catástrofes naturais, conflitos armados, epidemias, fome, sem discriminação racial, religiosa ou política.

10. Milhares de pessoas precisam de sua ajuda urgente!
– Neste momento, em algum de nossos projetos tem uma pessoa em uma situação muito difícil, precisando urgentemente de cuidados de saúde e você pode fazer a diferença

 

Para ajudar seja um doador sem fronteiras, no site http://www.msf.org.br há várias formas de doação.

 

 

 

 

Video Educativo Hipertensão Arterial

Filed under: Sem categoria — lahad @ 6:51 pm

 

EU SOU 12 POR 8

Filed under: Sem categoria — lahad @ 6:48 pm
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Pessoal , hoje estou aqui para divulgar a campanha eu sou 12 por 8  realizada pela sociedade brasileira de cardiologia que tem como objetivo orientar a população sobre essa doença silenciosa que acomete uma em cada quatro pessoas adultas.

A hipertensão arterial é  responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal. As graves conseqüências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento com adequado controle da pressão.

Para mais informações acessem o site  http://www.eusou12por8.com.br

 

CURSO ONLINE – Como preencher uma declaração de óbito. março 22, 2011


Clique na imagem para abrir o curso

 

 

Questão caso clínico 1 úlcera péptica março 21, 2011

Filed under: Sem categoria — lahad @ 6:51 pm

Homem, 45 anos, com história de hemorragia digestiva altapor úlcera há 2 anos, tratado para Helicobacter pylori comlanzoprazol (30 mg), claritromicina (500 mg) e amoxicilina (1g12/12h) por 7 dias. Refere recidiva de dor epigástricasemelhante à anterior. EDA recente: duas úlceras ativas embulbo; biópsias de antro – presença do Helicobacter pylori. Aprincipal explicação para a persistência do H. pylori é:

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