| Este Passo-a-passo foi elaborado de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil para o enfrentamento da epidemia de gripe provocada pelo Influenza A H1N1/09. Tais recomendações poderão ser modificadas na próxima temporada de gripe.
DEFINIÇÕES:
Síndrome gripal:
- Doença aguda (duração máxima de 5 dias)
- Presença de febre > 38º C
- Sintomas associados: coriza, tosse, mialgia, adinamia ou dor de garganta. Sintomas gastrintestinais podem estar presentes.
- Exame físico sem alterações significativas
- Ausência de diagnósticos alternativos (exemplo: amigdalite bacteriana, otite)
Observação: Na ausência de febre ou apenas febre baixa sem mialgia e/ou sintomas sistêmicos, mesmo com sintomas respiratórios baixos ou altos, deve-se considerar outros diagnósticos.
Síndrome respiratória aguda grave:
- Síndrome gripal + Dispnéia (pode ser apenas o relato do paciente).
Observação: mesmo que não haja taquipnéia no momento do exame, o simples relato de dispnéia por parte do paciente associada a uma síndrome gripal caracteriza a síndrome respiratória aguda grave.
AVALIAÇÃO:
- Pesquisar os seguintes fatores de risco:
- Idade < 2 anos ou > 60 anos;
- Gestação;
- Doenças crônicas;
- Imunodepressão.
- Questionar sobre a ocorrência de dispnéia.
- Procurar no exame físico as seguintes alterações de gravidade:
- Alteração da consciência;
- Freqüência respiratória > 25 irpm;
- Hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg e/ou PAD < 60 mmHg);
- Cianose ou oximetria com SpO2 < 94%
- Realizar radiografia de tórax nas seguintes situações:
- Alteração na ausculta respiratória
- Alterações de gravidade no exame físico
- Considerar no paciente com fator de risco presente
- Realizar oximetria nas seguintes situações:
CONDUTA:
Paciente sem dispnéia, sem alterações de gravidade no exame físico e sem fatores de risco:
- Tratamento ambulatorial.
- Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
- Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
- Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
- Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.
Paciente sem dispnéia, sem alterações de gravidade no exame físico, mas com fator de risco:
- Tratamento ambulatorial.
- Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
- Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
- Orientação para o paciente retornar para avaliação médica, principalmente se surgir dispnéia.
- Considerar fortemente o uso do oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias), principalmente para gestantes.
- Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
- Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.
Paciente com dispnéia (síndrome respiratória aguda grave), sem alterações de gravidade no exame físico e sem fatores de risco:
- Tratamento ambulatorial.
- Oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias).
- Considerar diagnósticos alternativos e necessidade de antibioticoterapia.
- Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
- Orientação quanto ao afastamento do trabalho e das atividades escolares e o cuidado quanto ao contato com as pessoas que dividem o domicílio, principalmente aquelas com fatores de risco. O paciente deveria usar máscara cirúrgica, até o sétimo dia após o início dos sintomas, para reduzir o risco de contágio para os contactantes domiciliares.
- Orientação para o paciente retornar para avaliação médica, principalmente se houver agravamento ou persistência da dispnéia.
- Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
- Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.
Paciente com dispnéia (síndrome respiratória aguda grave), com alterações de gravidade no exame físico e/ou presença de fator de risco:
- Tratamento hospitalar.
- Oseltamivir (75 mg a cada 12 horas, por 5 dias).
- Considerar fortemente possibilidade de pneumonia bacteriana grave e antibioticoterapia de acordo com diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia.
- Sintomáticos (não usar ácido acetilsalisílico em menores de 18 anos).
- Considerar fortemente o uso de antimicrobiano, visto que a distinção entre pneumonia viral e bacteriana, do ponto de vista clínico e radiológico, é praticamente impossível.
- Medidas de precaução no ambiente hospitalar, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde.
- Preencher FICHA DE INVESTIGAÇÃO INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO) do SINAN e enviar para a unidade de vigilância epidemiológica do município.
- Verificar a necessidade de preenchimento de outros documentos de acordo com cada Secretaria Estadual de Saúde.
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